Tribuna de Minas

Maior iceberg do mundo está prestes a entrar em colapso, diz Nasa

A Nasa divulgou na quinta-feira (8) uma imagem do A-23A, considerado o maior iceberg do mundo, com sinais de que pode entrar em colapso no Oceano Atlântico Sul, entre o leste do continente sul-americano e as ilhas Geórgia do Sul.
Segundo a agência, o A-23A se desprendeu da Antártida em 1986 e, naquele momento, tinha cerca de 4 mil km² — mais do que o dobro da área da cidade de São Paulo (1.521 km²) e próximo da área do Distrito Federal (5,8 mil km²). Desde então, perdeu massa até chegar a 1.181 km², área semelhante à do município do Rio de Janeiro (1,2 mil km²).
(Foto: Nasa/Reprodução)
Na imagem de satélite, captada em 26 de dezembro, aparecem partes do iceberg encharcadas, com extensas poças de água azul de derretimento na superfície. No dia seguinte, um astronauta na Estação Espacial Internacional registrou uma imagem mais aproximada, indicando poças ainda maiores.
As áreas “azuis” são, provavelmente, resultado de eventos contínuos de desintegração, explicou Ted Scambos, pesquisador sênior da Universidade do Colorado, ao site da Nasa. “Você tem o peso da água dentro das rachaduras no gelo, forçando-as a se abrirem”.
Também é possível observar uma linha branca fina ao redor da borda externa do iceberg, que parece reter a água azul derretida. A Nasa descreve o padrão como “baluarte-fosso”, associado à curvatura do iceberg à medida que suas bordas derretem na linha d’água.
A imagem do satélite ainda sugere a presença de uma fissura. Para o cientista aposentado da Universidade de Maryland, Chris Shuman, isso pode estar relacionado ao que ele definiu como “uma explosão”: o peso da água acumulada no topo teria gerado pressão suficiente nas bordas do A-23A para perfurá-las. A partir desse processo, a água derretida teria se espalhado por dezenas de metros até a superfície do oceano.
Pesquisadores afirmam que os sinais observados indicam que o iceberg pode estar a poucos dias ou semanas de se desintegrar completamente. “Certamente não espero que o A-23A dure até o fim do verão do hemisfério Sul”, disse Shuman. De acordo com o acompanhamento científico, o iceberg já está em águas com cerca de 3 graus Celsius e vem sendo empurrado por correntes em direção a áreas ainda mais quentes, que aceleram a erosão.
Mesmo para os padrões antárticos, a trajetória do A-23A foi considerada longa. Depois de permanecer encalhado em águas rasas do Mar de Weddell por mais de 30 anos, o iceberg se soltou em 2020 e passou meses em um vórtice oceânico giratório conhecido como coluna de Taylor. Em seguida, deslocou-se para o norte, quase colidiu com a ilha Geórgia do Sul e ficou preso em águas rasas por mais alguns meses. Após escapar para o oceano aberto, fragmentou-se rapidamente ao longo de 2025.
Ao site da Nasa, cientistas que acompanharam o A-23A durante toda a sua “vida” relataram um sentimento misto diante da possibilidade de desaparecimento. “Estou incrivelmente grato por termos tido os recursos de satélite que nos permitiram acompanhá-lo e documentar a sua evolução tão de perto. O A-23A enfrenta o mesmo destino que outros icebergs antárticos, mas o seu percurso foi notavelmente longo e cheio de acontecimentos. É difícil acreditar que ele não estará mais conosco por muito tempo”, disse Shuman.
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Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe

Resumo desta notícia gerado por IA

A Nasa divulgou uma imagem do iceberg A-23A, no Atlântico Sul, com sinais de que pode entrar em colapso.
O A-23A se desprendeu da Antártida em 1986 e reduziu de cerca de 4 mil km² para 1.181 km², segundo estimativas citadas pela agência.
Imagens de 26 de dezembro indicam poças de água de derretimento e possíveis rachaduras que favorecem a desintegração do gelo.
Cientistas afirmam que o iceberg pode se fragmentar completamente em dias ou semanas, à medida que avança para águas mais quentes.

 

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