Tribuna de Minas

“Somos mulheres que transformam palavra em vida e vida em obra”

Dez vozes. Dez mulheres negras. E um infinito de histórias conectadas que traduzem a representatividade da negritude sob a perspectiva feminina retratada em contos, poesias e crônicas. Essa é a temática de “Vozes Negras na Literatura de Juiz de For a”, publicação com lançamento marcado para o próximo dia 29 de novembro, às 18h30, no Espaço Aice, no Mercado Municipal. “Se um dia a negritude foi vetada de aprender, de ler, de escrever, esse livro é um gesto de afirmação, um espaço onde o saber, a criação negra se manifesta com autonomia, potência e voz própria”, explica a escritora Ana Paula Torquato, organizadora da coletânea nesta entrevista exclusiva. “Cada texto nasce do encontro entre uma vivência e a palavra, então, ele revela caminhos de autoconhecimento, transformação, amor, força, muita sensibilidade”.
De onde veio a inspiração para realizar Vozes Negras na literatura de Juiz de Fora?
A inspiração veio da necessidade de construir alguma coisa coletiva que representasse a negritude. A minha ideia inicial era organizar uma coletânea. Aí, um dia, alguém me perguntou se eu fazia parte de algum coletivo e percebi que não. Notei também que os coletivos, de maneira geral, se formam entre pessoas próximas que se unem por um propósito comum, mas acaba sendo tudo muito fechado. Então, decidi transformar o projeto inicial em uma obra composta exclusivamente por pessoas negras. Se um dia a negritude foi vetada de aprender, de ler, de escrever, esse livro é um gesto de afirmação, um espaço onde o saber, a criação negra se manifesta com autonomia, potência e voz própria.
A escritora Ana Torquato é a organizadora da coletânea que reúne poemas, contos e crônicas.
Como você selecionou as dez vozes? Qual critério adotou e por que todas mulheres?
O resultado saiu como você imaginava?
Durante quase um ano, as dez vozes se encontraram regularmente, além das trocas diárias no grupo de WhatsApp. O que mais marcou essa experiência?
Como você definiria o grupo das dez vozes, considerando a produção literária de cada uma? Sentiu que houve sinergia natural nos textos?
O que o leitor vai encontrar nessa publicação?

Como você classifica a importância de leis de incentivo, como a Murilo Mendes para a cultura?
Quais serão as contrapartidas da publicação. O que será feito nas escolas?
O que o público vai encontrar no lançamento do dia 29 de novembro, além da sessão de autógrafos?
As autoras (da esquerda para a direita e debaixo para cima) Ariele Sousa, Ana Torquato, Mutala Ambizu (Naiara Santos), Vanda Ferreira, Nilva Regina de Souza, Rosa Maria Pereira Penna, Lucimar Brasil, Helenice Ana Lopes, Lucimar Silvério e Denise Nascimento.
 
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