Páscoa impacta positivamente mais de 60% do comércio varejista em Juiz de Fora, afirma Sindicomércio

Foto: Felipe Couri
A Páscoa impacta positivamente mais de 60% das empresas do comércio varejista de produtos alimentícios em Juiz de Fora. A informação é baseada em pesquisa feita pela Fecomércio Minas, mas reflete também a situação do município, conforme o presidente do Sindicato do Comércio do município (Sindicomércio-JF), Emerson Beloti. O dado se refere não apenas ao consumo de chocolates, mas também às vendas de outros produtos, como peixes, bebidas e itens relacionados à celebração.
De acordo com a pesquisa, as caixas de bombom lideram os produtos mais vendidos no período, citadas por 37,4% dos empresários, seguidas pelas barras de chocolate (19,6%) e pelos ovos de Páscoa (14,9%). Os peixes correspondem a 7,7%.
Quatro a cada cinco dos empresários entrevistados, o que representa 80% do público total da pesquisa, acredita que a maior procura por itens relacionados à Páscoa ocorre na própria semana da festividade; 18,7% aponta o período anterior à Semana Santa e 0,4% ainda colocam o pós-feriado como momento de intenção de compras.
Expectativa de vendas
Quanto às expectativas para o desempenho das vendas, a maioria dos empresários (51,2%) acredita que o resultado será semelhante ao do ano anterior, enquanto 33% esperam crescimento. Mesmo com a tragédia envolvendo as chuvas no final de fevereiro, o levantamento considerado válido para Juiz de Fora destaca o otimismo em relação ao mercado e o valor afetivo da data.
Para impulsionar as vendas, 34,3% das empresas pretendem investir em promoções e liquidações, enquanto 24,1% apostam em atendimento diferenciado. Outros 25,7% não irão adotar estratégias ou ações específicas.
Entre aqueles que acreditam que as vendas serão piores em relação ao ano anterior, uma parcela de 26,7% crê que o motivo esteja relacionado à maior cautela dos consumidores. Em seguida, a pesquisa aponta o endividamento dos compradores como uma possível causa para os resultados abaixo do ano de 2025. A crise econômica no país e os valores altos atribuídos aos produtos relacionados à Páscoa também são considerados fatores negativos para o comércio no período da festividade.
Em meio ao crescimento das plataformas digitais, a pesquisa destaca que a maioria dos estabelecimentos ainda não realiza vendas de páscoa pela internet: 74,6% das empresas. Dentre as 25,4% que vendem on-line, o WhatsApp se destaca como principal canal de comercialização com 49,1% dos estabelecimentos; em seguida, aparecem o Instagram (27,6%) e os marketplaces (10,3%).
Mais de 60% considera gasto médio de até R$ 100
Segundo a percepção dos empresários, o gasto médio dos consumidores na Páscoa tende a se concentrar nas faixas entre R$ 50,01 e R$ 70 (33,3%) e entre R$ 70,01 e R$ 100 (28,4%). Em relação à forma de pagamento, a principal apontada foi o Pix, seguida pelo cartão de crédito na modalidade à vista.
Outra pesquisa, realizada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do estado (FCDL-MG), aponta que 89,8% dos mineiros não abre mão de celebrar a Páscoa. Para isso, pretendem gastar, em média, R$ 207,78 – valor que corresponde a um aumento de 2,74% em relação a 2025. Dentre as maneiras de comemorar a data, reuniões familiares aparece na frente, com 39,2%; almoço especial (25,3%) e presenteando com chocolate (25,3%) vêm em seguida.
Segundo o levantamento, 36,7% dos consumidores do estado irão optar, neste ano, pelas barras de chocolate, enquanto 35,5% irão preferir as caixas de bombons. Já os ovos de Páscoa aparecem com 27,8% da preferência. Conforme explica o economista da FCDL Minas, Vinícius Carlos Silva, a escolha pelas barras e caixas de bombons reflete a busca do consumidor pelo custo-benefício e a variedade, enquanto os ovos, apesar de tradicionais, perdem espaço devido ao preço elevado.
“Esse resultado reforça o impacto direto do cenário econômico e político atual, marcado por inflação persistente em alimentos e produtos sazonais, além de incertezas nas políticas de consumo e renda. Essa conjuntura leva os consumidores a adotarem uma postura mais cautelosa, priorizando alternativas de melhor custo-benefício, para não comprometer o orçamento familiar. Assim, a celebração da Páscoa se mantém como tradição afetiva e cultural, mas adaptada às condições econômicas do país”, analisa o economista.
Ao todo, 78,33% das pessoas envolvidas na pesquisa consideraram os preços dos produtos altos. Outros 5% afirmaram que chegaram a desistir da compra devido ao valor, enquanto 15% classificaram como normal a 1,67% colocaram como baixo. Cônjuges e namorados (26,8%), filhos (21,6%) e sobrinhos (17,5%) são os principais públicos destinados a receber presente dos mineiros, conforme a pesquisa.
Os principais locais de compras, conforme a pesquisa da FCDL, são os supermercados e hipermercados (41,1%), centros comerciais (20,5%), lojas de bairro (16,4%) e shopping centers (11%). A federação ressaltar também a presença do uso de aplicativos como o iFood (6,8%) no levantamento.
“A Páscoa em Minas Gerais será doce, mas também consciente, já que os mineiros mantêm viva a tradição de reunir a família e presentear com chocolate, mas adaptam seus hábitos de compra e pagamento às suas percepções frente às condições econômicas do país”, finaliza Vinícius Silva.
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