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PC desarticula megarrede de receptação de cobre que movimentou R$ 30 milhões em Juiz de Fora e outros estados

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quarta-feira (12), uma nova fase da Operação Cyprium, uma das maiores ações já realizadas no estado contra o furto e a receptação de fios de cobre. A ofensiva envolveu oito cidades de três estados (Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia) e resultou no cumprimento de 38 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão.
De acordo com a PCMG, as investigações revelaram uma megarrede criminosa que movimentou mais de R$ 30 milhões nos últimos anos. O grupo — considerado o maior esquema de receptação desse tipo de crime na Zona da Mata mineira — enviava toneladas de cabos furtados semanalmente para empresas nos estados vizinhos.
A operação foi coordenada pelo Núcleo Regional de Inteligência de Juiz de Fora e pela Delegacia de Visconde do Rio Branco, com apoio das Polícias Civis do Rio de Janeiro e da Bahia.
Esquema de receptação de fios de cobre envolvia ex-funcionários de empresas de telefonia
As investigações apontam que o grupo criminoso contava com funcionários e ex-funcionários de empresas de telefonia e internet, responsáveis por facilitar os furtos e simular serviços técnicos usando uniformes e ordens de serviço falsas. O material furtado era repassado a receptadores e transportado para fora do estado, gerando alto lucro com a revenda ilegal do cobre.
“A operação tinha o objetivo de desmantelar uma megarrede de receptação e furto de cabos de internet, cabos de energia, enfim. Contou com a participação das Polícias Civis do Rio de Janeiro e da Bahia. Ao todo, foram oito cidades e três estados. A Polícia Civil deu um duro golpe nessa organização, a maior nessa parte de furto de cabos de energia na Zona da Mata mineira e certamente uma das maiores de Minas e do país”, afirmou o delegado Márcio Rocha, da Delegacia Regional de Juiz de Fora.

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Bloqueio de bens e prisões
Durante a operação, foram apreendidos grandes volumes de material, além de veículos e documentos que comprovam o envolvimento dos investigados no esquema. A Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 30 milhões em bens dos suspeitos.
Segundo o delegado, as ações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e receptadores secundários.
“A operação ainda não terminou, mas o saldo parcial já é bem positivo, com várias prisões, inclusive em flagrante”, completou Rocha.

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