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PM lança Operação Cavalo de Aço para coibir manobras perigosas com motocicletas em Minas

A Polícia Militar de Minas Gerais passou a intensificar, a partir desta quinta-feira (18), a fiscalização contra encontros ilegais de motociclistas em diversas regiões do estado. Batizada de Operação Cavalo de Aço, a ação busca conter práticas conhecidas como rolezinhos, marcadas por manobras arriscadas, circulação desordenada e descumprimento das regras de trânsito.
A operação ocorre de forma simultânea em áreas urbanas e em rodovias estaduais e federais sob responsabilidade da PM. O reforço nas ações ocorre em um período considerado sensível pela corporação, quando esse tipo de encontro costuma se intensificar por causa das festas de fim de ano.
Inteligência e drones auxiliam na operação
Para identificar possíveis pontos de concentração, a PM informou que está utilizando recursos tecnológicos, como o acompanhamento de redes sociais por equipes de inteligência e o apoio de drones. As informações levantadas orientam o deslocamento das equipes em campo e a realização das abordagens.
De acordo com o porta-voz da PMMG, capitão Rafael Veríssimo, a preocupação da corporação está relacionada aos impactos desse tipo de prática no cotidiano das cidades, como o aumento do risco de acidentes, a perturbação do sossego e os transtornos no trânsito. Ele ressalta que a fiscalização não tem como alvo quem utiliza a motocicleta como meio de trabalho, mas condutas que colocam vidas em perigo e configuram infrações ou crimes.
Efetivo reforçado e resultados anteriores
Para a edição de 2025 da Operação Cavalo de Aço, a Polícia Militar informou que cerca de 1.400 policiais militares serão empregados, com apoio de patrulhamento em motocicletas. O modelo operacional busca ampliar a capacidade de deslocamento das equipes e a eficiência nas abordagens.
Na edição realizada em 2024, a operação resultou na prisão de 1.477 pessoas e na apreensão de 128 adolescentes em todo o estado. No mesmo período, 1.023 motocicletas foram apreendidas e aproximadamente duas mil foram removidas por irregularidades.
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Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Matheus Brum.

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