Policiais penais são presos por venda de atestados para reduzir penas de detentos

Três policiais penais foram presos durante operação realizada em Além Paraíba, cidade distante 135 quilômetros de Juiz de Fora, nesta terça-feira (11). A manobra, batizada de “Remição Espanhola” foi deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Além Paraíba e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A ação tem como objetivo desarticular uma rede criminosa que atua dentro do sistema prisional da cidade, envolvendo a venda de atestados de remição de pena para detentos.
Além dos três mandados de prisão, outros 11 de busca e apreensão são cumpridos nas cidades de Além Paraíba, Teresópolis (RJ) e Rio de Janeiro (RJ). Durante a operação, foram apreendidos veículos, armas e dinheiro. A Justiça também determinou a indisponibilidade financeira dos investigados.
Os suspeitos podem responder pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp MG) informou que cooperou com a operação e argumentou que “não compactua com possíveis desvios de conduta de seus servidores. Toda e qualquer suspeita é apurada com rigor, sempre respeitando o devido processo legal e os princípios da ampla defesa e do contraditório. Medidas administrativas e, quando necessário, judiciais são adotadas com a seriedade que o tema exige”.
O nome da operação faz referência ao surgimento do instituto jurídico da remição (que possibilita a redução da pena) na Espanha.
A operação conta com o apoio do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do seu Gaeco e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI), além do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG).
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*Texto reescrito com o auxílio do ChatGPT e revisado por nossa equipe
Resumo desta notícia gerado por IA
Operação *Remição Espanhola* desarticula esquema de corrupção no sistema prisional de Além Paraíba.
Três mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão são cumpridos em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
Investigações envolvem a venda de atestados de remição de pena para detentos em presídios.
Investigados podem responder por corrupção ativa, passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
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