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Prefeitura poderá demolir casas de macromural no Esplanada

A Prefeitura de Juiz de Fora avalia a possibilidade de demolir casas que fazem parte do primeiro macromural artístico da cidade, criado a partir do projeto “Colorindo o Habitar”. A informação foi confirmada pela secretária de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular (Sedupp), Cidinha Louzada, em entrevista à TV Integração.
Segundo a secretária, toda a área onde o mural foi pintado, no bairro Esplanada, pode estar comprometida devido às condições do solo. Por isso, a decisão final dependerá de novas avaliações técnicas realizadas após o período de chuvas.
“A rua toda que compõe, inclusive o macromural, está condenada, porque a área tem um único tipo de solo. Mas só vamos saber, de fato, quais casas precisarão ser demolidas após o período de chuvas, para que possamos fazer uma avaliação do solo”, explicou Cidinha.
A situação está sendo acompanhada pela Defesa Civil, que monitora possíveis riscos de novos deslizamentos na região.
Área do Macromural em Juiz de Fora foi evacuada após tragédia das chuvas
A possibilidade de demolição surgiu após a tragédia provocada pelas chuvas em fevereiro, que deixou 65 mortos em Juiz de Fora e mais de 8,5 mil pessoas desalojadas ou desabrigadas.
Desde então, moradores das ruas Professor Valquírio Seixas de Faria e Doutor Norberto Gerhein, no bairro Esplanada, foram orientados a deixar suas casas por causa do risco geológico.
O projeto “Colorindo o Habitar”, realizado pela Prefeitura em 2023, transformou a região em um grande mural artístico ao colorir 90 casas em uma área de cerca de 15 mil metros quadrados, beneficiando diretamente mais de 450 moradores.
Grande parte do bairro fica sobre uma antiga pedreira, e muitos moradores dependem de um escadão como principal acesso às residências.
Demolições já começaram em outras áreas
Enquanto as análises continuam no Esplanada, a Prefeitura já realiza demolições preventivas em outros pontos da cidade considerados de risco.
Nesta sexta-feira (13), duas casas devem ser demolidas na rua Professor Valquírio Seixas de Faria, acima da chamada Curva da Miséria, que foi interditada após um deslizamento de terra.
Além disso, equipes municipais finalizam a demolição de oito casas no bairro Cruzeiro do Sul, iniciada na última quarta-feira (11). A medida busca estabilizar um talude e evitar novos deslizamentos que possam atingir áreas abaixo da encosta, incluindo a Avenida Joaquim Vicente Guedes, no bairro Graminha.
As famílias afetadas foram retiradas das residências e permanecem desalojadas em casas de parentes, hotéis ou imóveis alugados pela Prefeitura.
Segundo a administração municipal, os moradores também devem ser atendidos pelo programa Casa Assistida, anunciado pelo Governo Federal, que prevê a oferta de novas moradias para famílias afetadas por áreas de risco. Ainda não há confirmação sobre o número total de pessoas que poderão ser contempladas na região.

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