Projeto da UFJF usa IA para prever disponibilidade hídrica e mitigar riscos climáticos na indústria

(Foto: Arquivo pessoal)
Um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) realizado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em parceria com a empresa ArcelorMittal foi selecionado para integrar as iniciativas “cases” do pilar Sustentabilidade e Cidades Sustentáveis da Sustainable Business COP30 (SB COP), iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A iniciativa faz uso de inteligência artificial e modelagem hidrológica para prever cenários de disponibilidade hídrica e mitigar riscos industriais causados pelas mudanças climáticas. A conferência, realizada no Brasil em novembro de 2025, reuniu esforços do setor produtivo para o enfrentamento das mudanças climáticas.
A SB COP teve como objetivo promover a participação empresarial na agenda climática global, por meio da criação de uma coalizão internacional voltada ao apoio de compromissos em áreas estratégicas como bioeconomia, economia circular, transição energética e financiamento climático. O projeto da UFJF–ArcelorMittal foi destacado como exemplo de inovação aplicada à sustentabilidade, com detalhamento publicado no booklet oficial do evento.
O projeto integra um acordo de cooperação entre a universidade e a empresa e tem como foco o desenvolvimento de um sistema inovador de segurança hídrica, que combina modelagem hidrológica, índices de segurança hídrica e ferramentas de inteligência artificial. O objetivo é subsidiar a tomada de decisão em usinas siderúrgicas, permitindo antecipar e mitigar os efeitos das mudanças climáticas sobre os recursos hídricos, tanto para as operações industriais quanto para as comunidades inseridas nas bacias hidrográficas onde as unidades estão localizadas.
(Foto: Arquivo pessoal)
O projeto avalia a disponibilidade hídrica nas bacias do Paraíba do Sul, Rio Doce e Piracicaba, considerando as condições naturais desses territórios. A pesquisa mostra que, a partir de indicadores e da geração de alertas, será possível atuar de forma preventiva, ajustando volumes de captação para sistemas de resfriamento antes de quedas críticas de vazão, além de adequar sistemas de tratamento. As ações buscam contribuir para reduzir manutenções emergenciais, ampliar a vida útil dos equipamentos e garantir a segurança hídrica operacional.
Além dos impactos práticos, o estudo já resultou na publicação de artigos em periódicos nacionais e internacionais e na apresentação de trabalhos em congressos científicos, com quatro premiações conquistadas até o momento.
Coordenador do projeto, o professor Celso Bandeira, representante do grupo de pesquisa e membro da Câmara Técnica de Desastres da Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHidro), destacou o compromisso de dar continuidade ao desenvolvimento de soluções inovadoras diante do atual cenário climático. “A colaboração entre universidade e setor produtivo possibilita um ambiente mais controlado, no qual os riscos hidrológicos podem ser previstos e antecipados, reduzindo prejuízos e promovendo a segurança hídrica”, afirmou.
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