Minas avança nas medidas de segurança dos cidadãos com tecnologia e inovação

O Governo de Minas Gerais intensificou, em 2025, o enfrentamento ao crime organizado e às facções criminosas em todo o estado, com ações estratégicas e integradas entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), as polícias Militar e Civil, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça. O objetivo é garantir mais segurança para a população mineira, prevenindo a expansão de organizações criminosas e neutralizando a atuação de facções em território mineiro e nas divisas com outros estados.
Somente neste ano, mais de 2,2 mil operações foram deflagradas pela Polícia Civil para desarticular grupos ligados ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. A Polícia Militar, por sua vez, realizou mais de 23 mil prisões e apreendeu 11 mil armas, consolidando o trabalho repressivo e preventivo. Entre as ações em andamento, a Operação Divisa Segura tem se destacado por reforçar o policiamento nas fronteiras estaduais, com apoio aéreo e terrestre, integrando unidades especializadas de inteligência.
Atuação conjunta e integrada
A atuação conjunta é fortalecida por ferramentas de inteligência e novas estruturas criadas recentemente, como o Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco), responsável por prisões de lideranças criminosas e fugitivos, e o Centro Integrado de Inteligência Cibernética (Ciberint), que monitora a atuação de facções na internet. Nas unidades prisionais, políticas de isolamento rigorosas e revistas constantes têm impedido a comunicação entre criminosos e enfraquecido a estrutura de comando das facções.
A Metodologia da Integração da Gestão em Segurança Pública (Igesp), desenvolvida pela Sejusp, também vem garantindo resultados expressivos ao promover a troca de informações entre as forças e direcionar ações para as chamadas Zonas Quentes de Criminalidade (ZQC), áreas com maior incidência de delitos.
A tecnologia de reconhecimento facial tem sido importante aliada das Forças de Segurança no combate ao crime e na prisão de foragidos da Justiça. Foto: Cristiano Machado/Imprensa MG
Reconhecimento facial leva a mil prisões de foragidos
Neste ano, a Polícia Militar alcançou a marca histórica de mil prisões de foragidos da Justiça com o apoio do Sistema de Reconhecimento Facial, tecnologia desenvolvida pela própria corporação e que vem revolucionando o combate à criminalidade no estado. Entre as prisões, estão criminosos procurados por tráfico de drogas, homicídio, estupro, roubo e violência doméstica,
Desde o início do ano, câmeras inteligentes instaladas em Bases de Segurança e integradas ao sistema de videomonitoramento “Olho Vivo” permitem a identificação instantânea de pessoas com mandados de prisão em aberto. O sistema processa as imagens em tempo real e compara os rostos captados com o banco de dados da PMMG. Quando há uma correspondência positiva, a central aciona imediatamente as equipes de patrulhamento, garantindo rapidez na resposta e precisão nas prisões.
Disque Denúncia 181
Para que o trabalho continue avançando e alcance ainda mais resultados positivos, o Governo reforça que a participação da população é fundamental e o canal mais seguro e eficiente para isso é o Disque Denúncia 181.
O serviço, gratuito e anônimo, funciona 24 horas por dia e permite que qualquer cidadão informe sobre crimes como tráfico de drogas, assaltos, sequestros, porte ilegal de armas, esconderijos de foragidos e até desvios de conduta policial. As informações são recebidas por profissionais treinados e encaminhadas às forças responsáveis pela investigação.
Ao registrar a denúncia, o cidadão recebe uma senha de acompanhamento e pode consultar o andamento do caso após três meses, sem precisar se identificar. Todas as ligações são mantidas em sigilo absoluto. De acordo com a Sejusp, o Disque 181 é uma das ferramentas mais importantes de participação social na segurança pública. Cada informação repassada pode evitar um crime, prender um criminoso e salvar vidas.
Agilidade e precisão no atendimento das chamadas
Outra importante iniciativa é a implantação do SILOC (Sistema de Localização), uma tecnologia que permite identificar com precisão, em tempo real, a origem de chamadas feitas aos números de emergência 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil) e 193 (Corpo de Bombeiros).
Desenvolvido pela Sejusp em parceria com as forças de segurança mineiras, o sistema já está em operação no Centro Integrado de Atendimento e Despacho (CIAD), na Cidade Administrativa. Ele utiliza a tecnologia AML (Advanced Mobile Location), que combina dados de GPS, Wi-Fi e antenas de celular para apontar automaticamente a localização do telefone que realiza a chamada, sem necessidade de aplicativos extras.
A inovação é especialmente estratégica em situações de emergência em que o solicitante tem dificuldade para informar o endereço, como casos de violência doméstica, acidentes em áreas remotas ou pessoas perdidas em trilhas. O SILOC também ajuda a reduzir trotes, que somaram 11 mil ocorrências apenas em agosto, prejudicando o atendimento real da população.
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