Líder do esquema de corrupção no setor de mineração tem empresa sediada em Juiz de Fora
Na manhã desta quarta-feira (17/09), a Polícia Federal deflagrou a Operação Rejeito, que apura um esquema bilionário de mineração irregular em Minas Gerais. Foram presas 22 pessoas – entre elas o líder do esquema de corrupção – e cumpridos 79 mandados de busca e apreensão em diversos municípios do estado. Segundo a investigação, a rede de empresas envolvidas fraudava licenciamentos ambientais, movimentando projetos avaliados em cerca de R$ 18 bilhões. Também foram bloqueados e sequestrados bens no valor de R$ 1,5 bilhão, além da identificação de aproximadamente R$ 3 milhões pagos em propina a agentes públicos.
De acordo com a Polícia Federal, o líder do esquema seria Alan Cavalcante do Nascimento, apontado como sócio de 38 empresas em diferentes setores. Entre elas está a Serra Negra Empreendimentos Imobiliários, registrada com sede em Juiz de Fora, onde ele ocupa o cargo de sócio-administrador. Segundo apuração do Folha JF, apesar da sede estar no município, o dia a dia da empresa ocorre em Belo Horizonte, onde Alan reside.
Ver essa foto no Instagram
Uma publicação compartilhada por Matheus Brum | Jornalismo Independente em Juiz de Fora (@matheusbrumjornalista)
Líder do esquema de corrupção tem investimento bilionário na Zona da Mata
A Serra Negra tem participações em um projeto bilionário de ecoturismo no Parque Estadual da Serra Negra da Mantiqueira, localizado em Olaria e em outros municípios da região da Zona da Mata. Embora a atuação da empresa não esteja diretamente ligada à mineração, as atividades da Serra Negra foram suspensas por determinação judicial em decorrência da Operação Rejeito. Além disso, houve bloqueio financeiro da companhia.
Agora, a Polícia Federal irá analisar em detalhes o papel de cada empresa na engrenagem do esquema criminoso. Até o momento, a defesa de Alan Cavalcante não foi localizada para comentar as acusações. O espaço segue aberto para manifestação.