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Chuva histórica deixa 6 mortos, desaparecidos e destruição em Ubá

A cidade de Ubá confirmou seis mortes e duas pessoas seguem desaparecidas após chuva histórica registrada entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada de terça (24). Em cerca de três horas e meia, foram contabilizados aproximadamente 174 milímetros de chuva, volume considerado extremo, que provocou alagamentos, destruição de pontes, isolamento de comunidades e deixou centenas de pessoas fora de casa.
De acordo com o boletim divulgado nesta quarta-feira (25) pela Prefeitura de Ubá, as vítimas são três mulheres, de 32, 65 e 75 anos, e três homens, de 45 e 74 anos. Dois homens, de 35 e 50 anos, continuam desaparecidos, e as buscas seguem em andamento.
Atualmente, 16 pessoas estão desabrigadas e acolhidas em abrigos públicos. Outras 178 estão desalojadas e permanecem temporariamente em casas de parentes e amigos. Equipes da área da saúde foram mobilizadas para atendimento nos locais de acolhimento.
Pontes interditadas e comunidades isoladas
O impacto da chuva aparece principalmente na malha viária. Pelo menos dez pontes estão totalmente interditadas na área urbana, o que compromete a circulação entre bairros e regiões estratégicas da cidade.
Estão bloqueadas a Ponte Major Siqueira, na Avenida Cristiano Roças; a estrutura da Rua Antônio Batista (Geladeira); a Ponte Major Fusaro, na região da Gelovita; a Ponte Olaria, que dá acesso à creche; a ponte do bairro Rosa de Toledo, ligação com o Fazendinha; a ponte de acesso ao Città d’Lucca; a ponte da Rua Nossa Senhora Aparecida; a ponte do Aeroporto, próxima ao trevo de Guidoval; a ponte da Avenida Dr. Riani, nas imediações da Polícia Rodoviária; e a ponte na rodovia que liga Ubá a Visconde do Rio Branco, nas proximidades de Ubá Pequeno. Também há registro de danos em 31 pontes na zona rural.
As comunidades de Ubari e Zueira seguem isoladas. Técnicos realizam vistorias em bairros como Santa Alice, Industrial e na região central para avaliar riscos estruturais e necessidade de novas interdições.
Limpeza, serviços e estado de atenção
Equipes da Prefeitura atuam na limpeza da Avenida Beira Rio e de outros pontos críticos, enquanto engenheiros fazem o levantamento dos prejuízos para planejar a recuperação da infraestrutura. O fornecimento de energia está praticamente normalizado, restando cerca de 1% dos consumidores afetados, especialmente em áreas diretamente atingidas pela enchente.
No abastecimento de água, uma das estações já opera normalmente, e a outra tem previsão de normalização até o fim do dia. As Unidades Básicas de Saúde funcionam de forma excepcional, priorizando atendimentos de urgência e pessoas impactadas pelo temporal.
A previsão meteorológica indica possibilidade de novos volumes de chuva entre 40 e 60 milímetros, mantendo o município em estado de atenção. A orientação é que moradores evitem áreas alagadas e pontes interditadas enquanto os trabalhos de resposta e recuperação continuam.
Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Matheus Brum.

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