Chocolate mais caro não deve desanimar consumidor na Páscoa

(Foto; Felipe Couri)
Mesmo com a percepção de preços elevados, os brasileiros não devem abrir mão do consumo de chocolate na Páscoa. Levantamento do Instituto Locomotiva mostra que 69% consideram o valor dos ovos ‘injusto’ em relação às barras com o mesmo peso. Ainda assim, 90% pretendem comprar produtos ligados à data em 2026 – o equivalente a cerca de 148 milhões de pessoas.
O dado reforça comportamento típico do período: mesmo diante de preços mais altos, a tradição pesa na decisão de compra. Ao mesmo tempo, o estudo indica um consumidor mais atento. Para 61% dos entrevistados, o preço é o principal fator de escolha, seguido pela qualidade dos ingredientes (53%) e pelo tamanho do produto (44%).
Outros aspectos também influenciam a decisão. A embalagem é relevante para 29% dos consumidores, enquanto o conteúdo temático – como brindes e personagens – aparece para 27%. Já as opções voltadas a dietas específicas, como produtos sem lactose ou veganos, são consideradas por 12%.
Os ovos de Páscoa seguem como a principal escolha quando o presente é destinado às crianças: 68% dos consumidores optam por esse formato, frente a 56% que mencionam chocolates tradicionais, como barras e bombons. Entre os adultos, a diferença é menor, mas os ovos também lideram, com 66% de intenção de compra, contra 63% dos formatos tradicionais.
Cuidados na hora da compra
Mais do que listar preços, o Procon de Juiz de Fora orienta o consumidor a avaliar o custo-benefício de cada produto. Dependendo do estabelecimento, a diferença de valores pode ser significativa. Nos ovos infantis, por exemplo, parte do preço mais alto costuma estar associada aos brindes – o que nem sempre representa mais chocolate ou melhor qualidade.
A orientação, portanto, é pesquisar antes de comprar, conferir o peso líquido informado na embalagem e considerar alternativas que podem ser mais econômicas, como barras de chocolate ou produtos artesanais. Em muitos casos, essas opções oferecem melhor relação entre quantidade e preço.
Outro cuidado importante é observar os rótulos e a composição dos produtos. A leitura atenta dessas informações ajuda não apenas na escolha mais vantajosa do ponto de vista financeiro, mas também na avaliação da qualidade do chocolate.
O Procon de São Paulo também recomenda que a compra leve em conta o perfil de quem vai receber o produto. Idade, preferências pessoais e eventuais restrições alimentares são fatores que devem ser considerados. Além disso, é importante verificar informações obrigatórias na embalagem, como prazo de validade, composição e peso líquido.
Nos casos de ovos de Páscoa com brinquedos, a atenção deve ser redobrada. A embalagem precisa informar a faixa etária indicada, os dados do fabricante – como nome, CNPJ e endereço -, além da identificação do importador, quando houver. Também devem constar instruções de uso e montagem, possíveis riscos à criança e o selo do Inmetro, que certifica que o produto atende às normas de segurança.
*Estagiária sob a supervisão da editora Fabíola Costa
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