Tribuna de Minas

Prisão preventiva: Justiça mantém preso argentino acusado de injúria racial em passeio de trem

A Justiça converteu em prisão preventiva a detenção do argentino Eduardo Ignacio, de 63 anos, preso em flagrante após um caso de injúria racial contra uma criança de 7 anos durante um passeio de Maria Fumaça entre Tiradentes e São João del-Rei, no último domingo (24).
A audiência de custódia foi realizada no fim da tarde desta segunda (25), na 1ª Vara Criminal da comarca de São João del-Rei. A informação foi recebida pela reportagem da Tribuna de Minas e confirmada à imprensa após a decisão judicial pela assessoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
Entenda o que é uma prisão preventiva
A prisão preventiva é uma medida determinada pela Justiça antes do julgamento definitivo de um caso. Ela ocorre quando o juiz entende que a manutenção da liberdade do investigado pode representar algum risco concreto para o andamento do processo ou para a aplicação da lei. Entre as situações previstas estão a possibilidade de fuga, ameaça a vítimas ou testemunhas, risco de atrapalhar as investigações, reincidência criminosa ou necessidade de garantir o cumprimento de eventual pena futura.
Para que a preventiva seja decretada, também é necessário que existam indícios de autoria e provas da existência do crime investigado.
A decisão costuma ser analisada durante a audiência de custódia – que no caso do argentino, ocorreu nesta segunda – procedimento em que o juiz verifica se a prisão foi realizada de forma legal e avalia se o investigado deve permanecer preso, responder em liberdade ou cumprir medidas cautelares alternativas.
Relembre
O caso ganhou repercussão após o turista ser acusado de enviar mensagens racistas sobre o menino durante o trajeto turístico. Conforme divulgado anteriormente, o homem teria fotografado a criança e compartilhado as imagens em um aplicativo de mensagens, acompanhadas de comentários de teor racista.
Segundo relatos, passageiros perceberam a situação ainda dentro do trem e acionaram a equipe de segurança da Maria Fumaça. O argentino foi contido até a chegada da Polícia Militar.
Em nota anterior, a VLI, responsável pela operação da Maria Fumaça, repudiou o ocorrido e informou que acionou imediatamente as autoridades após tomar conhecimento da denúncia.
Com a conversão da prisão em flagrante para preventiva, ele permanecerá detido enquanto o caso segue sendo investigado.
A reportagem não conseguiu contato com a equipe que defende o argentino até o final dessa edição. O espaço segue aberto.
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