Usina solar em Niterói promete energia para 19 creches

No Morro do Boa Vista, Niterói, uma nova usina solar está transformando a paisagem e a economia local. Com a recente inauguração, realizada pela prefeitura, a instalação de aproximadamente 36 mil metros quadrados agora abriga mais de 2 mil painéis solares. Essa iniciativa representa uma economia significativa, estimada em R$ 5 milhões para os cofres públicos.
O projeto tem um investimento total de R$ 7 milhões e, segundo a prefeitura, a economia gerada na conta de luz nos próximos dois anos será suficiente para cobrir os custos iniciais. Planeja-se que a usina solar consiga gerar cerca de 150 mil quilowatts-hora (kWh) mensalmente, energia suficiente para suprir as necessidades de 19 creches da região.
Benefícios sociais e ambientais
Além dos benefícios econômicos, a implantação da usina também trouxe melhorias em infraestrutura para a comunidade, como sistemas de drenagem e recuperação da vegetação local. Foi instalado um sistema de captação de água da chuva, com capacidade de 30 mil litros, que poderá ser utilizado na limpeza das placas solares e em ações de combate a incêndios, além de ajudar a prevenir a erosão do solo.
O projeto é visto como um exemplo positivo por especialistas, como o professor Lino Marujo, da UFRJ. Ele afirma que a iniciativa, que combina geração de energia renovável e captação de água, pode inspirar outras cidades, destacando seu potencial socioeconômico por meio do ensino de tecnologias sustentáveis e geração de emprego.
Marujo ressalta que o Brasil, com vasta disponibilidade de solo e alta incidência de luz solar, deve atacar projetos dessa natureza para enriquecer a sociedade e a economia.
A energia solar, considerada limpa por sua capacidade de gerar eletricidade sem emitir poluentes, vê seu espaço na matriz energética do Brasil aumentar a cada ano. De acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ela foi a fonte que mais cresceu entre 2024 e 2025, com um aumento de 24,7%, disputando o terceiro lugar no abastecimento elétrico nacional com 11,4% da matriz, atrás apenas da energia hidrelétrica e eólica.
Com informações de Agência Brasil.

