Operação Hawala: Alvos em MG em esquema de lavagem de dinheiro

Uma operação policial em Minas Gerais e outros estados foi desencadeada na manhã de quarta-feira, 15, com a finalidade de desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 100 milhões. Os alvos da Operação Hawala são membros de uma organização criminosa suspeita de lavar recursos para facções como Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP).
A operação, que envolve a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), está executando mandados de busca e apreensão e ordens de prisão em Minas Gerais, além de outras localidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Foz do Iguaçu, no Paraná. Investigadores notificaram que empresas registradas em Minas Gerais e em São Paulo desempenhavam um papel crucial na movimentação financeira do grupo.
Evidências de conexão com Al-Qaeda fazem parte da investigação
O trabalho das autoridades indica que a organização criminosa não apenas lavava dinheiro oriundo do tráfico de drogas, mas também pode ter ligação com um indivíduo envolvido em uma rede de financiamento da Al-Qaeda, levantando preocupações sobre sua possível conexão internacional.
Foram realizadas detenções de pelo menos dez pessoas até o momento, e as investigações revelaram um esquema complexo envolvendo empresas de fachada, transferências financeiras entre pessoas jurídicas e movimentações bancárias irregulares. O foco das apurações começou a partir da atividade do Terceiro Comando Puro nas favelas de São Carlos, no Rio.
Os agentes identificaram um grupo de empresários, muitos com origem libanesa, que contribuíam para a ocultação dos recursos ilícitos. Esse núcleo era responsável pela expansão das operações financeiras doente grupo, que inclui atividades na Tríplice Fronteira do Brasil, Paraguai e Argentina, onde o tráfico de drogas e o contrabando são comuns.
Um contador ligado à organização tem sido apontado como uma figura chave em prestar serviços para dar aparência de legalidade às atividades financeiras ilícitas. As investigações seguem em andamento e novas informações estão sendo constantemente analisadas.
Com informações de Tribuna de Minas.



