Reforma Tributária exige atualização de sistemas nas empresas

A Reforma Tributária traz não apenas novas regras de tributação, mas também um desafio significativo para as empresas: a atualização de seus sistemas de gestão. Com a necessidade de conformidade fiscal, é crucial que as organizações estejam preparadas para adequar seus ERPs e evitar complicações na emissão de documentos fiscais. Essa mudança, que não se resume a uma questão meramente tecnológica, agora se inseriu como parte da estratégia das empresas em um novo cenário tributário.
Com a introdução da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), os sistemas precisam incluir novas parametrizações e regras de validação. Isso requer planejamento, já que postergar a adequação dos sistemas pode resultar em custo elevado e retrabalho, dificultando a operação cotidiana das empresas. A verificação dos sistemas deve ocorrer antes da implementação das novas regras, a fim de evitar problemas inesperados após a transição.
A importância da análise abrangente
É um equívoco pensar que apenas a atualização do software é suficiente. A adaptação exige uma revisão aprofundada dos cadastros de produtos e serviços, além da conferência das classificações fiscais. Caso a empresa utilize sistemas personalizados ou esteja integrada a plataformas diferentes, a atenção deve ser redobrada, já que falhas em qualquer parte desse processo podem levar a erros fiscais significativos.
Testar as novas configurações antes de aplicá-las definitivamente é fundamental. Isso ajuda a minimizar riscos de falhas que podem afetar a operação integral do negócio. A Reforma Tributária apresenta à tecnologia um papel central na transição. Quando um ERP não estiver preparado, até questões simples podem gerar impactos consideráveis nas operações, gerando dificuldades em emitir documentos e erros na apuração de tributos.
A colaboração entre contabilidade, tecnologia da informação e fornecedores é essencial para essa adaptação. enquanto os desenvolvedores são responsáveis pelas atualizações, é função da empresa assegurar que as novas parametrizações correspondam às suas realidades operacionais. É crucial ainda conduzir testes sistemáticos, acompanhar atualizações normativas e revisar processos internos periodicamente.
Os negócios que iniciarem com antecedência o processo de adaptação terão a vantagem de mais tempo para capacitar suas equipes e realizar ajustes necessários, garantindo uma transição menos problemática. Para empresas que adiarem suas preparações até os últimos meses, o desafio pode se tornar mais complexo, culminando em custos não planejados e maior pressão.
Mantendo um olhar proativo e revisando seus ERPs e sistemas fiscais, as empresas podem não apenas cumprir com as exigências legais, mas também otimizar seus processos internos e melhorar a eficiência da gestão.
Com informações de Tribuna de Minas.



