Economia

Alckmin defende Lei de Reciprocidade como correção justa

No último dia 21, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a Lei da Reciprocidade não deve ser vista como uma retaliação às políticas dos Estados Unidos, mas sim como um meio de restabelecer a justiça na relação comercial entre os países. Durante coletiva com o ministro Márcio Elias Rosa e representantes do setor empresarial, Alckmin destacou que a intenção é corrigir injustiças que o Brasil enfrenta.

“Olho por olho pode levar a um confronto cego entre os países. O que buscamos é a justiça. Estamos sendo injustiçados e queremos corrigir essa situação”, declarou Alckmin. O episódio se desenrola no contexto das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, que incluirão uma taxa de 25% sobre produtos brasileiros, afetando significativamente as exportações. Conforme Alckmin, a Lei foi aprovada por unanimidade no Congresso, demonstrando um compromisso coletivo da nação.

Medidas de Apoio e Diversificação

O governo está elaborando um pacote de medidas destinadas a mitigar os efeitos adversos da sobretaxa americana. Entre as iniciativas estão o oferecimento de crédito por meio do programa Brasil Soberano e adaptações nas regras do regime de drawback, que podem beneficiar os exportadores que enfrentam dificuldades em fornecer compromissos ao mercado americano.

De acordo com Márcio Elias Rosa, embora a medida americada tenha sido considerada injusta, o foco do governo é em implementar ações que protejam os setores mais fragilizados. “É fundamental que tomemos providências para atender a quem precisa”, enfatizou Rosa. Além disso, o governo projeta ampliar sua busca por novos mercados internacionais, fortalecendo laços comerciais com regiões estratégicas como Índia, Japão e países do Sudeste Asiático.

Os setores mais atingidos pela nova tarifa incluem eletroeletrônicos, máquinas, calçados e autopeças, que têm nos Estados Unidos seu principal destino de exportação. Segundo estimativas oficiais, as exportações do Brasil para os EUA representam cerca de 18% de toda a produção destinada a esse país, o que gera preocupações entre os empresários afetados.

Com um roteiro considerado vital, a equipe econômica espera concluir até o final de Julho reuniões com representantes dos setores em risco e preparar um diagnóstico eficaz diante das novas tarifas. O objetivo é finalizar o pacote de apoio e garantir a saúde econômica das empresas brasileiras durante este período desafiador.


Com informações de Agência Brasil.

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