Economia

Governo prorroga subsídio de R$ 0,44 na gasolina por 30 dias

A escalada dos conflitos no Oriente Médio motivou o governo brasileiro a prorrogar o subsídio de R$ 0,44 por litro para a gasolina. Este benefício, que havia sido implementado em 25 de maio, seria encerrado no dia 25, mas agora se estenderá por mais 30 dias, até 26 de setembro. O anúncio foi formalizado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em uma portaria publicada na noite da última quinta-feira (23).

O subsídio foi introduzido para mitigar os efeitos das flutuações do preço do petróleo no mercado internacional sobre os preços dos combustíveis no Brasil. Em um cenário marcado pela alta nos preços internacionais, a decisão de estender o benefício vem como uma medida para amortecer o impacto nas finanças dos brasileiros.

Impactos da alta do petróleo

O preço do barril de petróleo Brent voltou a ultrapassar a marca de US$ 100, após um período de estabilização. A intensificação dos conflitos no Oriente Médio, e os riscos associados à oferta de petróleo na região, foram fatores determinantes para a revisão das estratégias de subsídio do governo. Segundo a nota divulgada pelo Ministério da Fazenda, a equipe econômica já havia discutido a possibilidade de prorrogação do subsídio antes mesmo do agravamento da situação no Oriente Médio.

Depois de um indicativo inicial de encerrar o subsídio, especialmente após um acordo prévio de paz entre os Estados Unidos e o Irã, a reabertura das tensões alterou completamente o cenário. O contrato com o Irã, que parecia promissor, foi considerado fracassado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, impactando diretamente o mercado mundial de petróleo.

Além do subsídio de gasolina, o governo mantém um subsídio de R$ 1,12 por litro para o diesel, que também foi estendido por mais 60 dias. O funcionamento dessa modalidade de apoio econômico garante que as variações do preço do petróleo não sejam repassadas integralmente ao consumidor.

Juntamente com a manutenção dos subsídios, o governo brasileiro busca reduzir a dependência dos combustíveis fósseis por meio da autorização para aumento na mistura de etanol na gasolina, que agora passa a ser de 32% por um período de 180 dias. Essa medida pode ajudar a controlar as flutuações nos preços de combustíveis derivados do petróleo.


Com informações de Agência Brasil.

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