Zona da Mata

Prefeitura contrata empresa para retirar resíduos no Parque

Cinco meses após as intensas chuvas em fevereiro, ainda permanecem armazenados resíduos no antigo Parque de Exposições em Juiz de Fora. A Prefeitura anunciou, no dia 17 de outubro, a contratação emergencial de uma empresa para auxiliar na remoção desses materiais, totalizando R$ 347.730. Os trabalhos tiveram início na última quinta-feira (23) e seguirão conforme um cronograma estabelecido.

A empresa contratada será responsável por retirar não apenas lama e terra, mas também vegetação e outros materiais como entulho, pedras e restos de pavimentação. O transporte dos resíduos será feito por caminhões basculantes até o aterro de Grama, que é licenciado para a destinação final desses materiais. O objetivo dessa intervenção é reforçar as ações da equipe do Demlurb, acelerando o processo de remoção sem substituir os esforços já realizados desde o início do ano.

Desafios da Remoção e Impacts à Saúde

Segundo informações da Prefeitura, já foram retiradas mais de dez mil toneladas de resíduos desde o início da operação. A doutora em Geotecnia Ambiental, Júlia Righi de Almeida, ressaltou que a remoção gradual de grandes volumes de resíduos é uma prática comum em situações de emergência, que demanda planejamento específico para coleta, triagem e destinação adequada.

Recentemente, moradores da região do Jóquei Clube relataram um aumento na presença de mosquitos e outros vetores devido à acumulação de água em áreas com resíduos. Júlia destaca que o acúmulo pode representar riscos à saúde, além de gerar poeira e ruído devido à operação dos caminhões. Os perigos associados a essa situação fazem com que uma gestão adequada seja essencial para minimizar os riscos.

Enquanto isso, a retirada de resíduos nos bairros ainda prossegue com os serviços do Demlurb, que já atuou em 122 bairros e 799 vias, realizando lavagem de ruas e desobstrução de terrenos. A Prefeitura reforçou que as ações seguem planejamento preestabelecido, com base nas demandas que surgem durante a operação.

A professora ressalta a necessidade de cidades terem planos de resiliência e diretrizes para lidar com desastres, dado que eventos extremos, como enchentes e deslizamentos, devem ocorrer com mais frequência futuramente. Para ela, é crucial que existam estratégias definidas para coleta e destinação final de resíduos gerados em desastres naturais.


Com informações de Tribuna de Minas.

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