Antiga sede dos Correios no Rio será leiloada por R$ 53,6 mi

A antiga sede dos Correios, localizada na Rua Primeiro de Março, no coração do Rio de Janeiro, será disponibilizada para leilão na próxima quinta-feira, 30 de novembro. Com um preço de abertura fixado em R$ 53,6 milhões, o imóvel é um dos marcos históricos da região da Praça XV.
O leilão será realizado de forma totalmente online, através da plataforma VIP Leilões. Essa venda está inserida no contexto de reestruturação da estatal, gerando discussões sobre o futuro do edifício e sua conservação no cenário cultural da capital fluminense.
Consequências do leilão e tombamento do imóvel
A sede dos Correios está inclusa em um conjunto arquitetônico tombado federalmente e próxima de importantes pontos turísticos, como o Paço Imperial e a Igreja da Candelária. Isabel Rocha, presidente em exercício do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), esclareceu que o tombamento não impede a venda do imóvel, mas estabelece restrições quanto à preservação de suas características.
De acordo com Isabel, quem comprar o imóvel deve estar ciente das obrigações relacionadas ao tombamento, como a proibição de demolições e a necessidade de autorização para qualquer intervenção. “Um leilão abre uma possibilidade de incertezas sobre quem será o próximo proprietário e o uso que será dado ao prédio”, comentou.
Em um comunicado, os Correios ressaltaram que a alienação do imóvel é parte de sua estratégia de gestão de ativos, visando reduzir despesas e facilitar investimentos em modernização. Caso não haja interessados no lance inicial, o valor poderá ser reduzido para R$ 47,8 milhões em rodadas seguintes.
Com cerca de 9 mil metros quadrados de área construída, este edifício é um legado do período imperial brasileiro e reflete a importância histórica da Praça XV, que é ligada a atividades administrativas e comerciais da antiga capital. O Iphan também foi consultado e declarou que não interfere na transferência de bens tombados, sendo a responsabilidade sobre a conservação do imóvel do novo proprietário.
Com informações de Agência Brasil.
