Candidatos ao Governo de Minas: patrimônio varia até R$ 13,3 mi

O cenário eleitoral de 2026 em Minas Gerais mostra uma discrepância acentuada nos patrimônios dos 11 candidatos ao Governo do estado. Com cinco milionários e quatro concorrentes que não declararam bens, a diferença patrimonial mais significativa atinge R$ 13,3 milhões, conforme revelam as declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral.
O candidato mais rico é Flávio Roscoe, do PL, com um patrimônio declarado de R$ 13.350.362,21. Roscoe, presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), se lança em sua primeira candidatura a um cargo político, o que torna suas declarações mais relevantes, visto que não há dados anteriores. O cientista político Luiz Ademir de Oliveira, professor da UFJF, ressalta que o valor do patrimônio de Roscoe está diretamente ligado à sua atuação empresarial, como parte de sua trajetória profissional.
Comparação patrimonial entre os candidatos
A segunda colocação em patrimônio pertence a Alexandre Kalil, do PDT, que apresentou um total de R$ 5.941.176,84. Kalil, ex-presidente do Clube Atlético Mineiro e ex-prefeito de Belo Horizonte, também traz uma história de evolução em suas declarações, passando por um aumento significativo de 62% em seus bens declarado desde sua última candidatura ao governo em 2022.
O atual governador, Mateus Simões, do PSD, aparece em terceiro lugar com R$ 2.904.492,23, valor inferior ao que declarou em sua última corrida eleitoral. Ele assumiu o governo em março de 2026 e tenta a reeleição, apresentando uma diminuição em seu patrimônio em comparação a 2022.
As demais candidaturas incluem Gabriel Azevedo (MDB) com R$ 1.702.153,88 e Patrus Ananias (PT) que declarou R$ 1.247.212,54. Ambos têm um histórico político relevante, e o crescimento patrimonial de Ananias nos últimos quatro anos é atribuído a transações de imóveis e investimentos. Cleitinho Azevedo, do Republicanos e que aparece em primeiro em várias pesquisas de intenção de voto, fechou as declarações com R$ 956.564,03, retratando um aumento expressivo desde sua última eleição.
A diferença entre os candidatos aponta para um quadro com variações significativas na capacidade econômica e potencial de arrecadação, algo que poderá influenciar na condução da campanha até as eleições. Além disso, a transparência das declarações de bens representa um fator crucial tanto para a fiscalização de possíveis irregularidades quanto para a compreensão do contexto político e social dos postulantes ao cargo.
Com informações de Tribuna de Minas.


