Zona da Mata

Inovação: caminho para empresas brasileiras além da sobrevivência

Empreender no Brasil exige coragem e determinação. Com um cenário repleto de desafios, o número crescente de empresas em recuperação judicial evidencia as dificuldades enfrentadas. Em 2025, cerca de 2.400 empresas passaram por esse processo, marcando um aumento de 13% em relação ao ano anterior, segundo dados da Serasa Experian.

No cenário global, o Brasil também enfrenta um retrocesso em termos de competitividade. Em 2026, o país caiu para a 65ª posição no Ranking Mundial de Competitividade do IMD, o pior resultado em seis anos. Embora o ambiente de negócios seja difícil, é fundamental que as empresas não deixem que isso as imobilize internamente.

Buscar inovação para não apenas sobreviver

É compreensível que muitas organizações estejam focadas em sua sobrevivência diária, dedicando-se às rotinas essenciais de compra, produção e vendas. Contudo, é crucial que as empresas também se atentem às transformações do mercado e busquem inovação, mesmo que nisso implique sair da zona de conforto.

A história evidencia que empresas que param de inovar acabam perdendo relevância. Por exemplo, aparelhos como videocassetes e DVD players deixaram de ser populares não por uma falha na produção, mas pela invenção do smartphone e do streaming, que concentraram suas funções em um único dispositivo.

Inovar não necessariamente requer investimentos elevados ou tecnologia de ponta. Muitas vezes, a mudança pode começar de maneira simples, como testar novas ideias e observar os resultados. Um ajuste pequeno pode se transformar em um grande avanço se houver correspondência com as demandas do mercado.

No entanto, uma pergunta que paira entre os empresários é: como financiar tais inovações? É verdade que muitos enfrentam obstáculos financeiros reais, mas existem várias ferramentas disponíveis. Instituições como a Finep e o BNDES têm programas de crédito com taxas vantajosas voltadas para pesquisa e desenvolvimento. Além disso, há recursos não reembolsáveis, como os da Embrapii, que cobrem boa parte dos custos dos projetos.

No estado de Minas Gerais, iniciativas como o Compete Minas, com um aporte de R$ 50 milhões em 2026, oferecem suporte financeiro para empresas locais. Exemplos práticos, como a Sixpro, que conseguiu aprimorar sua eficiência através de um projeto financiado pela Embrapii, demonstram que é possível transformar boas ideias em produtos de mercado.

Por fim, o caminho para a inovação deve ser encarado com seriedade e disposição. Apesar das dificuldades que isso pode envolver, dispensar essa oportunidade significa renunciar a recursos valiosos. Com o apoio de instituições como Sebrae e Fiemg, e a colaboração com universidades, projetos inovadores podem ganhar forma e viabilidade.

A verdadeira pergunta que os empresários devem se fazer é se estão apenas sobrevivendo ou se estão prontos para moldar o futuro de suas empresas.


Com informações de Tribuna de Minas.

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