Milícia em SJ do Meriti cobra taxa de estacionamento público

A situação de segurança no estado do Rio de Janeiro tem se tornado alarmante, com a atuação de milícias superando os métodos de extorsão das antigas máfias italianas. Recentemente, foi revelado um novo ponto de cobrança que atinge diretamente os cidadãos: uma taxa mensal de R$ 70 para estacionar em vagas públicas.
Esse absurdo se origina em São João do Meriti, na Baixada Fluminense, onde a milícia exige o pagamento de uma mensalidade para os motoristas que não possuem garagem e precisam deixar seus veículos nas ruas, muitas vezes em frente às suas residências. O argumento utilizado por esses criminosos é a suposta “segurança” que estão oferecendo, alegando que isso garantiria a proteção dos carros contra possíveis danos.
Cobrança crescente sobre os cidadãos
Esse tipo de extorsão não é uma novidade, e está inserido em um contexto onde as facções têm intensificado a intimidação não apenas contra motoristas, mas também contra comerciantes locais. Três meses atrás, denúncias ressaltaram que os grupos criminosos estavam cada vez mais agressivos, cobrando tarifas por serviços, como o gás e o “gatonet”, algo comum em várias localidades da região.
Além dessas cobranças, em Itaguaí, por exemplo, até mesmo proprietários de salões de beleza e barbeiros são obrigados a adquirir lâminas de barbear de origem suspeita, possivelmente provenientes de roubo de carga. Essa escalada da criminalidade na prática diária dos cidadãos tem gerado um estado de constante medo e insegurança entre a população.
As autoridades locais têm enfrentado dificuldades para combater essa crescente violência e os controles estabelecidos pelos grupos milicianos, que parecem estar cada vez mais enraizados nas comunidades da Baixada Fluminense. A cobrança pela taxa de estacionamento pública é apenas um exemplo da extensão do domínio dessas facções criminosa.
A situação requer a atenção não só das forças de segurança, mas também da sociedade civil, para que se busquem soluções que garantam aos cidadãos o direito à segurança e à liberdade sem a presença opressiva das milícias.
Com informações de Tribuna de Minas.

