Zona da Mata

Importância da vacinação de gestantes e a luta contra a desinformação

No mês dedicado às gestantes, a Tribuna ressalta a relevância de duas vacinas recomendadas especificamente para esse grupo: a dTpa, que previne difteria, tétano e coqueluche, a partir da 20ª semana de gestação, e a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), indicada desde a 28ª semana de gestação. A administração deve ocorrer idealmente de duas a três semanas antes do parto para ajudar a evitar sequelas e mortalidade decorrentes da bronquiolite.

Além dessas vacinas, outras três que fazem parte do calendário vacinal geral também devem ser consideradas para as gestantes: as vacinas contra a Influenza, a Covid-19 e a Hepatite B. É necessário confirmar se a grávida já recebeu as três doses da hepatite ao longo da vida. As diretrizes sobre vacinação para gestantes são apresentadas pelo professor Caio Leal, do Departamento de Ginecologia da UFMG, que atua também em serviços públicos de saúde.

Desinformação gera resistência à vacinação

Leal observa que, embora a avaliação da vacinação seja uma prática comum em suas consultas, essa abordagem muitas vezes é negligenciada por outros profissionais de saúde, resultando em uma lacuna de informações para muitas gestantes. Ele menciona uma “onda de medo” que surgiu pós-pandemia, onde a busca por informações corretas muitas vezes nos leva a fontes não confiáveis na internet.

A vacina contra a Covid-19 continua sendo uma das mais contestadas. Lorena Andrade, enfermeira obstetra, e a psicóloga perinatal Hamabilhe Garcia relataram que muitas gestantes, independente da condição financeira, hesitam em receber esse imunizante devido a receios sobre suas novas tecnologias e efeitos colaterais.

Um exemplo dessa hesitação é Daiana de Fátima Jacó, que, mesmo com várias vacinas já administradas, decidiu não tomar a dose contra Covid-19 após experiências negativas anteriores. Ela relata que não recebeu incentivo de profissionais de saúde para reconsiderar a decisão.

A Prefeitura de Juiz de Fora esclarece que, diante da recusa de vacina, os profissionais são orientados a respeitar a escolha da gestante, proporcionando informações detalhadas sobre os riscos de não se vacinar e os benefícios das vacinas recomendadas. Caso a gestante continue a recusar a vacinação, esta é registrada, e ao longo do acompanhamento, realoca-se o diálogo para respeitar o que foi decidido.

Os profissionais que atuam no pré-natal se deparam com o desafio de persuadir as gestantes a vacinar e, frequentemente, utilizam técnicas baseadas em evidências científicas que promovem a segurança e saúde de mães e bebês. A situação exige não apenas informações claras, mas também empatia nas interações.


Com informações de Tribuna de Minas.

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