Marianna Leão apresenta livro com temática coreana na Bienal

A autora e jornalista Marianna Leão, natural de Juiz de Fora, lança seu novo romance intitulado “A ilha dos sonhos perdidos” durante a Bienal do Livro em São Paulo, neste domingo (6). O livro envolve a história de uma jornalista brasileira e um professor coreano em busca de um tesouro, refletindo sobre a busca por sonhos e oportunidade de recomeços.
A inspiração de Marianna pela cultura coreana começou ao assistir a séries e dramas locais, sendo a obra “Goblin” um divisor de águas em seu interesse. Em 2018, a autora viajou à Coreia do Sul, onde se imergiu na cultura local, e teve uma experiência transformadora ao explorar a ilha de Jeju, onde observou a insatisfação de vários jovens em relação às suas carreiras.
Protagonista em busca de sonhos
A protagonista do romance, Nina, está inspirada nas vivências de Marianna durante o curso de jornalismo na Universidade Federal de Juiz de Fora. Associada a sua própria trajetória profissional, Nina trabalha em uma agência e se afasta do que realmente a apaixonava. A verdadeira mudança na vida da personagem ocorre quando ela recebe, em seu aniversário, um email da sua versão adolescente, que a faz repensar seus sonhos, especialmente o intercambio na Coreia.
No enredo, Joon-Young, um professor de história, também tem suas próprias lutas pessoais, enfrentando o legado de sua família e a busca por uma reputação em meio às dívidas e histórias de um tesouro escondido. Juntos, eles embarcam em uma investigação acompanhada de descobertas e aprendizado sobre a essência de seus sonhos.
Para dar vida à narrativa, Marianna baseou-se em pesquisas profundas sobre a história coreana, incluindo o impacto do colonialismo japonês. A autora incorporou a realidade de figuras históricas combativas e encontrou na sensibilidade da escrita uma ferramenta para retratar a diversidade cultural e social da Coreia do Sul com respeito.
Já um nome reconhecido na literatura, Marianna Leão começou sua trajetória publicada em 2015, utilizando plataformas como o Wattpad para aproximar-se de seu público. Participar ativamente da Bienal a entusiasma, pois poder interagir diretamente com os leitores é algo valioso para ela. Espera que sua obra inspire jovens a perseguirem seus próprios sonhos, refletindo o poder transformador da literatura.
Com informações de Tribuna de Minas.

