Cachoeira do Tabuleiro em Minas é liberada após 40 dias fechada

A Justiça de Minas Gerais autorizou, na quarta-feira (2), a volta das atividades na Cachoeira do Tabuleiro, localizada em Conceição do Mato Dentro. A decisão vem após o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) reconhecer que a Prefeitura cumpriu a maior parte das atribuições de segurança acordadas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em dezembro de 2025.
A cachoeira estava fechada desde 24 de julho, quando o MPMG solicitou a interdição para implementar medidas de segurança. O despacho que autorizou a reabertura foi emitido pela Vara Única da Comarca local e sua concessão está atrelada ao funcionamento contínuo dos novos equipamentos de monitoramento, além do cumprimento total dos protocolos de segurança estabelecidos.
Novas medidas de segurança implementadas
A cachoeira do Tabuleiro, que é a mais alta de Minas Gerais e a terceira mais alta do Brasil, está situada dentro do Parque Natural Municipal do Tabuleiro, que faz parte da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço, reconhecida pela Unesco. Após a interdição, a Prefeitura tomou medidas para aumentar a segurança, como a instalação de uma estação sismográfica permanente nos dias 23 e 24 de julho. Esse equipamento é composto por um geofone triaxial fixado à rocha e é alimentado por energia solar, realizando a transmissão de dados em tempo real.
Além disso, foi instalada uma estação hidrometeorológica no Alto da Cachoeira da Andorinha, cerca de dois quilômetros acima da queda principal. Esse dispositivo monitora constantemente a chuva e o nível do curso d’água, fornecendo informações que ajudam a identificar perigos potenciais para os visitantes. Ademais, foi criado o Sistema Permanente de Segurança do Parque Natural Municipal do Tabuleiro (SISSEG-PNMT), que estabelece protocolos operacionais e permite monitoramento visual do paredão rochoso através de drones.
Entretanto, apesar das melhorias, existem ainda quatro exigências do TAC que não foram totalmente atendidas. O MPMG apontou que a portaria do parque deve ter uma placa com o nome do responsável pela inspeção da cachoeira, bem como quadros com dados das estações meteorológica e sismológica.
O município dispõe de um prazo de 15 dias para solucionar essas pendências. Após isso, também deverá ser apresentada uma nova avaliação geológico-geotécnica do paredão rochoso, com entrega prevista até 30 dias após o término do próximo período de chuvas, conforme solicitação do responsável pelo laudo. O MPMG seguirá monitorando o cumprimento das normas, sob risco de nova interdição.
Com informações de Tribuna de Minas.

