Acusado de feminicídio vai a júri popular em Juiz de Fora

A Justiça de Juiz de Fora determinou que Jefferson de Assis Leandro seja submetido a júri popular em razão do assassinato de Thais Cristina Pereira Machado, morta a tiros em fevereiro de 2025. A juíza Joyce Souza de Paula, responsável pelo caso, decidiu manter a prisão preventiva do réu, que é acusado de homicídio qualificado.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Thais foi atingida por quatro tiros enquanto dormia em sua residência. A acusação enfatiza que o crime foi motivado por razões torpes e por um método que impediu a defesa da vítima. Jefferson, por sua vez, nega a autoria do crime. A decisão de levar o caso ao Tribunal do Júri não implica em condenação, mas sim em uma avaliação sobre a existência de provas suficientes.
Relação conturbada e ameaças relatadas
Os promotores de justiça alegam que Jefferson não aceitou o término de um relacionamento extraconjugal com Thais, demonstrando comportamentos possessivos e ciumentos. A motivação do crime, segundo a denúncia, estaria relacionada a essa insatisfação com o fim do relacionamento, caracterizando a qualificadora do motivo torpe. Ademais, a forma como o crime foi executado, com Thais dormindo, é vista como um agravante.
Durante o processo, depoimentos indicaram que Jefferson teria feito ameaças anteriormente, além de ser visto nas proximidades da casa da vítima antes do crime. Provas digitais e imagens de câmeras de segurança foram analisadas pela juíza, que concluiu que há indícios suficientes para levar a acusação a julgamento. No entanto, isso não implica em uma confirmação de culpabilidade.
A defesa de Jefferson vai recorrer da decisão de pronúncia, alegando que as provas utilizadas são insuficientes e contestando a validade dos elementos digitais apresentados pela acusação. Também sustentam que a ação não configura uma condenação e que o réu deve ser considerado inocente até que a Justiça decida o contrário.
Enquanto aguarda o processo jurídico, Jefferson permanecerá preso, uma vez que a Justiça justificou a mantença de sua prisão preventiva pela necessidade de garantir a ordem pública. O julgamento final, previsto para ocorrer no Tribunal do Júri, ainda não tem data definida, e a defesa já anunciou que está preparada para contestar a decisão por meio de recursos legais.
Com informações de Folha JF.


