Mansão de Vorcaro não será usada como base da PF em Minas

A mansão do banqueiro Daniel Vorcaro, localizada em Belo Horizonte e avaliada em aproximadamente R$ 12 milhões, foi proposta pela Polícia Federal (PF) para servir como a base do Grupo de Investigação para Repressão à Corrupção e Lavagem de Dinheiro de Minas Gerais. O espaço possuí 2.697,56 metros quadrados e conta com diversas amenidades luxuosas, incluindo salas de estar, áreas de lazer, espaço gourmet e quadras esportivas.
A solicitação feita pela delegada Janaina Palazzo ao ministro André Mendonça para utilização do imóvel foi negada. A PF argumentou que, devido à reforma da Superintendência Regional, o grupo estava sem uma sede adequada para suas operações. No entanto, o ministro decidiu que a mansão não se adequava para atividades policiais permanentes.
Entenda a decisão do ministro
André Mendonça justificou sua decisão mencionando que, embora o imóvel não esteja atualmente ocupado, ele possui características que o tornam mais apropriado para residências do que para operações policiais. Além disso, o relator apontou que qualquer adaptação necessária para a utilização da mansão pela PF implicaria custos elevados e poderia prejudicar o valor do imóvel.
A PF havia detectado, durante suas investigações, duas propriedades associadas a Vorcaro no bairro Belvedere, além da mansão, em um processo que busca elucidar ligações de propriedades e obrigações financeiras relacionadas ao banqueiro. As casas mencionadas na investigação estão registradas em nomes diferentes, com o histórico de uma delas envolvendo uma venda controversa que chamou a atenção dos investigadores.
Segundo a PF, seu novo grupo de investigação escolhe trabalhar em um ambiente discreto e reservado, o que também motivou o pedido pela mansão de luxo. O relator destacou que as instalações do imóvel são excessivamente sofisticadas e claramente não atendem ao funcionamento rotineiro de um órgão público.
A decisão de Mendonça reforça a necessidade de os órgãos federais respeitarem a adequada finalidade dos imóveis públicos e seus conceitos administrativos, ao mesmo tempo que busca garantir a funcionalidade e o valor patrimonial dos bens.
Com informações de Tribuna de Minas.
