Brasil intensifica apoio ao aleitamento materno até 2030

A Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) de 2026 aborda o tema “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona” e visa promover estratégias eficazes para proteção e incentivo à amamentação. Com ações mais intensas ao longo do mês, o Ministério da Saúde destaca a importância do aleitamento materno para uma nutrição adequada e a redução das desigualdades sociais.
O Brasil se comprometeu a atingir até 2030 um índice de 70% de aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida. Esse compromisso foi enfatizado por Lorrany Duarte, mãe que, logo após o nascimento da filha Elisa, decidiu amamentar de forma exclusiva, buscando evitar os problemas enfrentados com sua filha mais velha. No relato, Lorrany mencionou como a introdução de fórmulas alimentares prejudicou a saúde de sua primogênita.
Desafios e advertências sobre fórmulas infantis
A presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, Rossiclei Pinheiro, alertou sobre as dificuldades causadas pela desinformação e pela pressão da indústria que promove a venda de fórmulas infantis como substitutas do leite materno. Para ela, o marketing agressivo pode induzir as famílias a acreditar que esses produtos são equivalentes ao leite materno, destacando a realidade de um lobby sistemático nas áreas de saúde.
A fórmula infantil é, em alguns casos, necessária, mas deve ser prescrito por um profissional qualificado, como pediatra ou nutricionista, e não deve ser usada de forma indiscriminada. Rossiclei enfatiza que o aleitamento materno deve ser a prioridade na alimentação do bebê, uma vez que ajuda no desenvolvimento e na saúde das crianças.
Outro aspecto a ser considerado são os benefícios econômicos da amamentação, que além de oferecer os nutrientes ideais para a criança, contribui para redução de despesas com medicamentos e fórmulas. Assim, apoiando as mães e promovendo a amamentação, espera-se um impacto positivo também na economia doméstica.
A legislação brasileira, amparada pela Lei 11.265/2006, regula a comercialização de produtos para lactentes, destacando a proibição de propaganda enganosa e o estrito controle sobre a promoção dessas fórmulas e acessórios que poderiam interferir na amamentação. Tais medidas são primordiais para garantir um ambiente que favoreça e proteja a prática de amamentar.
Com o foco em valorizar e reconhecer iniciativas positivas, a SMAM de 2026 se conecta diretamente ao compromisso nacional de alcançar altos índices de amamentação no Brasil, visando proporcionar o melhor começo de vida para todas as crianças.
Com informações de Tribuna de Minas.


