Zona da Mata

Preço do gás de cozinha em Juiz de Fora ainda é 4,5% maior

Apesar de uma leve queda nos preços em junho, o custo médio do gás de cozinha em Juiz de Fora permanece elevado em comparação a janeiro. De acordo com um levantamento da Tribuna, utilizando dados das pesquisas mensais do Procon, o valor do botijão de 13 quilos está 4,5% mais alto que nos primeiros meses do ano, tanto na retirada quanto na entrega.

Para quem opta pela retirada no estabelecimento, o preço médio caiu de R$ 102,15 em maio para R$ 101,97 em junho, uma redução de apenas 0,2%. No caso da entrega em domicílio, o preço também teve uma leve diminuição, passando de R$ 118,75 para R$ 118,03, o que representa uma queda de aproximadamente 0,6%. Essas diminuições ocorrem após um aumento significativo nos preços em abril e, no acumulado de 2023, os valores ainda estão superiores ao que foi registrado em janeiro.

Impacto no Orçamento das Famílias

Na comparação entre os meses de janeiro e junho, o preço do botijão aumentou R$ 4,41 para retirada, subindo de R$ 97,56 para R$ 101,97, e R$ 5,17 para entregas, que saíram de R$ 112,86 para R$ 118,03. Segundo o professor Weslem Faria, da Faculdade de Economia da UFJF, as pequenas reduções dos últimos meses são um alívio para os consumidores, especialmente para as famílias de menor rendimento, que possuem uma parcela significativa de seu orçamento comprometida com despesas essenciais.

Como observa o economista, até mesmo a leve diminuição no preço do gás ajuda a aumentar a renda disponível das famílias e ameniza a pressão sobre o orçamento deles. Ele relaciona as oscilações nos preços do gás, que é um derivado do petróleo, com fatores internacionais, como a atual guerra entre Estados Unidos e Irã, que afetam o mercado global de combustíveis.

Ainda segundo Faria, o Brasil tem menos repassado essas variações de preços ao consumidor, em parte devido a choques de oferta ocasionados ou acentuados pela guerra. Ele é otimista quanto à possibilidade de que os preços do gás diminuam gradualmente, na medida em que acordos internacionais se solidificarem. A Tribuna tentou contato com o Sindigás e com o Sitramico-MG, mas não obteve resposta até o fechamento da edição.


Com informações de Tribuna de Minas.

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