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Bancários lideram afastamentos por transtornos mentais relacionadas ao trabalho em Juiz de Fora

Os transtornos mentais relacionados ao trabalho seguem em alta em Juiz de Fora. Dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) mostram que 245 casos de adoecimento mental associado à atividade profissional foram registrados na cidade ao longo de 2025. Somente nos primeiros meses de 2026, já são 40 notificações.
Os números representam um aumento em relação a 2024, quando foram contabilizados 211 casos de transtornos mentais relacionados ao trabalho no município.
Entre as profissões mais afetadas em 2025, os trabalhadores do setor bancário aparecem com ampla liderança. Somadas, as ocupações ligadas aos bancos registraram 114 afastamentos por adoecimento mental, o equivalente a 46,53% de todas as notificações do ano.
Os gerentes de contas lideraram o ranking, com 64 casos registrados. Na sequência aparecem os caixas de banco, com 26 notificações, e os gerentes de agência, com 13 afastamentos.
Também figuram entre as ocupações com maior número de registros os policiais penais, faxineiros, vendedores, motoristas de ônibus urbanos, operadores de telemarketing e maquinistas.
Faxineiros lideram registros em 2026
Considerando apenas os dados já registrados em 2026, os faxineiros ocupam a primeira posição, com cinco notificações de adoecimento mental relacionado ao trabalho.
Na sequência aparecem assistentes administrativos, atendentes de lanchonete, cozinheiros, maquinistas e motoristas de ônibus urbanos, com dois casos registrados cada.
Faixa dos 40 aos 49 anos concentra mais casos de transtornos mentais relacionados ao trabalho
O levantamento também mostra que os trabalhadores entre 40 e 49 anos foram os mais afetados em 2025. Essa faixa etária concentrou 91 notificações.
Em seguida aparecem os profissionais entre 30 e 39 anos, com 61 casos, e os trabalhadores entre 50 e 59 anos, com 53 registros.
Mulheres são maioria entre os afastados
As mulheres representaram a maior parte dos casos de adoecimento mental relacionados ao trabalho registrados em Juiz de Fora no ano passado.
Segundo os dados, elas responderam por 59,39% das notificações, enquanto os homens representaram 40,61% dos casos.

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