Ciência política explica rejeição de Jorge Messias pelo Senado Federal

A rejeição do advogado Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, definida na noite de quarta-feira (29), foi vista pela ciência política como um condomínio de interesses díspares. De acordo com o professor Paulo Roberto Figueira, “para a oposição, o objetivo era derrotar Lula e extrair dividendos eleitorais, com a narrativa de que o Governo é fraco e não tem mais apoio (vários políticos do PL usaram a mesma frase: ‘O Governo acabou’). Para o Centrão, a reprovação de Messias abriu uma nova oportunidade de aumentar o capital político: a partir de agora, este ou qualquer outro governo terá que entregar mais benefícios e fazer mais barganhas para conseguir futuras aprovações de indicados pela Presidência ao Supremo (algo que parecia quase automático até recentemente)”.
Insatisfação de Alcolumbre vai além da não indicação de Rodrigo Pacheco
De acordo com o cientista político Paulo Roberto Figueira, é preciso levar em conta, ainda, os interesses específicos do senador Davi Alcolumbre, embora seja prematuro saber o que, de fato, pesou em sua postura. “A mera insatisfação com a não indicação de Rodrigo Pacheco não é suficiente para explicar a radicalidade incomum das ações de Alcolumbre contra o nome de Messias”, destacou.
Para Margarida Salomão, Rodrigo Pacheco é preferido para disputar o Governo de Minas
A decisão do presidente Lula de indicar um novo nome para o STF não passa necessariamente pelo senador Rodrigo Pacheco. Na avaliação da prefeita Margarida Salomão – atarefada com os desafios locais -, o parlamentar continua sendo a primeira opção do presidente para o Governo de Minas. Ela, no entanto, faz parte do grupo que defende a indicação de uma mulher para o Supremo Tribunal Federal. “Eu ficaria muito feliz e contemplada se esse nome fosse o de uma mulher”, afirmou.
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