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Sexta-feira, 18 de setembro de 2026

A Importância da Participação Popular na Democracia

Por Redação Segue Dicas 2 min de leitura
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Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

A frase de Ulysses Guimarães, o conhecido “Senhor Diretas”, permanece relevante: “A única coisa que mete medo em político é o povo na rua!” Essa afirmação se mostra cada vez mais pertinente, considerando que aqueles que ocupam cargos de poder parecem se preocupar cada vez menos com a insatisfação popular.

Guimarães, defensor da liberdade e da mobilização popular, enfrentou um regime autoritário e participou ativamente na abertura política do Brasil, além de presidir a Assembleia Nacional Constituinte que criou a Constituição de 1988. Ele compreendia que uma sociedade verdadeiramente livre não se sustenta apenas com discursos, eleições ou bandeiras partidárias, mas sim com cidadãos engajados que questionam e cobram responsabilidades de seus representantes.

A Divisão e a Indiferença no Cenário Atual

Atualmente, observa-se uma tendência preocupante em que as divisões são estimuladas, as paixões são alimentadas e as escolhas se transformam em disputas acirradas. Um grupo defende seus interesses enquanto outro ataca seus opositores. Nesse cenário conturbado, raramente se questiona quem realmente está trabalhando em prol do bem público.

Um mandato não é uma licença para agir sem prestar contas. A confiança dada a um governante deve ser acompanhada de fiscalização. Defender um erro apenas porque pertence ao seu lado não é um ato de lealdade, mas sim uma forma de cumplicidade com abusos. Nesse contexto, a revolta que se restringe ao ambiente virtual pouco intimida os que estão no poder. As curtidas e comentários nas redes sociais são efêmeros e não geram mudanças efetivas.

Por outro lado, a presença física nas ruas tem um impacto diferente. A indignação coletiva ganha força e o silêncio se torna menos relevante. Elogios não assustam, e reclamações isoladas não são suficientes. A indignação que se manifesta nas ruas é transformadora, pois lembra aos governantes que existem limites a serem respeitados.

Ulysses Guimarães compreendia a importância da participação ativa da população. A democracia não se encerra no ato de votar; ela requer um compromisso contínuo de acompanhamento, questionamento e reação. O poder não é invencível, mas pode se fortalecer quando encontra cidadãos dispostos a se calar e aceitar passivamente.


Com informações de Tribuna de Minas.

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