Taxa de desemprego recua para 5,3% em julho, o menor número

A taxa de desemprego referente ao trimestre encerrado em julho foi de 5,3%, marcando o menor índice para esse período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. Comparando com o trimestre anterior, que terminou em abril, houve uma queda de 0,5 pontos percentuais, quando a taxa era de 5,8%. Em julho de 2022, a taxa estava em 5,6%, mostrando uma tendência de redução do desemprego.
Dados importantes da pesquisa
Os dados, divulgados na última quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também revelaram que o total de pessoas empregadas alcançou a marca de 103,3 milhões, número inédito na série. Dentre essas, 39,4 milhões possuem carteira assinada, excluindo os trabalhadores domésticos, o que também representa um recorde.
Entretanto, o contingente de trabalhadores sem carteira assinada aumentou para 13,8 milhões, um crescimento de 3,6% em comparação ao trimestre anterior, o que corresponde a 477 mil pessoas. William Kratochwill, analista do IBGE, destacou que o aumento da ocupação foi impulsionado principalmente pelo setor da construção civil, com grande participação de pedreiros e trabalhadores elementares.
Além disso, a área de transporte, armazenagem e correio, onde estão incluídos os entregadores de aplicativo, apresentou uma elevação de 5,4% nas contratações em relação ao mesmo trimestre de 2022.
O número de desocupados somou 5,8 milhões, uma redução de 503 mil indivíduos, resultando em uma diminuição de 8% desde o último trimestre. A taxa de informalidade entre os trabalhadores, que compreende aqueles sem carteira e autônomos sem CNPJ, aumentou ligeiramente de 37,2% para 37,5%.
Adicionalmente, o número de desalentados, ou seja, pessoas que desistiram de procurar emprego, ficou em 2,3 milhões, apresentando uma queda de 9,7%. O rendimento médio dos trabalhadores foi de R$ 3.762, apresentando uma leve diminuição de 0,7% em relação ao último trimestre. Esta alteração foi classificada pelo IBGE como “estável”.
A Pnad é uma ferramenta importante para mensurar o mercado de trabalho no Brasil, considerando todas as formas de ocupação e entrevistando cerca de 211 mil domicílios em todo o país.
Com informações de Agência Brasil.

