Paraty: Uma Joia do Design Urbano e da Sustentabilidade

A cidade histórica de Paraty, localizada no Rio de Janeiro, é um verdadeiro teste de criatividade e inspiração no design urbano. Suas ruas, arquitetura e artesanato refletem uma rica herança cultural que encanta visitantes e profissionais da área. Recentemente, a arquiteta Suzana Azevedo visitou o local e notou como a atmosfera do lugar é aprimorada por detalhes que proporcionam leveza e espírito local em diversos ambientes.
Durante sua visita, Suzana teve a oportunidade de apreciar o “feito à mão” presente na cidade, especialmente em itens de decoração. Um exemplo notável foram as flores de papel crepom que enfeitavam o restaurante Gastromar, na Marina de Paraty. Essas belezas artesanais são criadas por um artista local e incorporam uma forma única de expressão cultural, sendo até ensinadas a crianças nas escolas da região caiçara.
Design com Identidade e Sustentabilidade
A cidade também se destaca pelo uso de materiais que homenageiam suas tradições. Barquinhos de madeira, pintados à mão, refletem não apenas habilidade artística, mas também a vivacidade do lugar. Essas miniaturas podem ser usadas isoladamente ou em conjunto, trazendo um toque vibrante ao design de interiores.
Suzana observa que a brasilidade é expressa de maneiras diversas, como nos estandartes encontrados na loja Arado, que exalam a cultura popular do Brasil. Essas peças manuais trazem mensagens que ressoam com a história da cidade e sua conexão com o passado.
A sustentabilidade também está presente na moda local. A arquiteta cita a loja de Flávia Aranha, que oferece roupas feitas a partir de tecidos naturais e estampas botânicas, dando ênfase a métodos de tingimento que utilizam recursos da natureza.
Além disso, a experiência de compra nessa loja é inusitada, localizada em um espaço que remete ao ambiente praiano, com o piso de areia que transporta os clientes a um cenário relaxante. A loja é um projeto da arquiteta Renata Gutierrez, que visa criar um clima descontraído e acolhedor.
Suzana ainda teve a curiosidade de descobrir que a loja pertence à família do renomado navegador Amyr Klink. Em sua visita, o barco que utilizou para atravessar o Atlântico estava exposto, dando ainda mais contexto e história ao local.
Com informações de Tribuna de Minas.


