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Quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Economia brasileira cai 0,4% de junho para julho, aponta FGV

Por Redação Segue Dicas 3 min de leitura
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Economia
Imagem ilustrativa · Banco Segue Dicas

A economia do Brasil apresentou uma queda de 0,4% na transição de junho para julho, conforme dados do Monitor do PIB, estudo mensal do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta quinta-feira (17). Este é o segundo mês consecutivo com resultados negativos, já que em junho a retração foi de 1%.

O Monitor do PIB realiza estimativas sobre o Produto Interno Bruto (PIB), que reflete a produção total de bens e serviços no país, considerando dados de diversos setores, como indústria, comércio, serviços e agropecuária. Os dados são ajustados sazonalmente, permitindo comparações entre diferentes períodos sem a influência de fatores sazonais.

Desempenho do PIB e fatores desafiadores

Em comparação com julho de 2025, houve um aumento de 1,3% em julho de 2026, e no acumulado dos últimos 12 meses, a variação é positiva em 1,8%, embora tenha caído de 2,2% em junho. A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, destacou que esses resultados refletem o enfraquecimento das principais atividades econômicas, com a agropecuária em retração e a indústria e serviços em estagnação.

Trece também mencionou que o cenário externo é “desafiador”, devido ao aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras e à alta dos preços do petróleo, impulsionada pela guerra no Oriente Médio. No âmbito interno, os altos juros e o endividamento das famílias são obstáculos significativos.

O estudo revela que o consumo das famílias, que representa mais de 60% do PIB, cresceu 0,4% no trimestre até julho, a menor taxa desde outubro de 2025. Em contrapartida, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos na economia, teve um crescimento de 1,4% no mesmo período, marcando a quarta expansão consecutiva.

O PIB acumulado até julho é estimado em R$ 7,853 trilhões. Além do Monitor do PIB, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) também indicou um recuo de 0,2% em julho em relação a junho, embora o BC projete uma expansão de 1,5% em 12 meses.

O resultado oficial do PIB é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que recentemente anunciou uma variação de 0,5% no PIB do segundo trimestre em comparação ao primeiro, com uma alta de 1,9% em 12 meses. A expectativa é que o resultado do terceiro trimestre seja conhecido em 2 de dezembro.

De acordo com o relatório Focus, publicado na última segunda-feira (14), as instituições financeiras estimam que a economia brasileira encerrará 2026 com um crescimento de 1,89%.


Com informações de Agência Brasil.

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