Zona da Mata

Festival Internacional de Música Colonial homenageia Joaquina Lapinha

O 37º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, que acontece em Juiz de Fora, se propõe a celebrar a vida e a obra de Joaquina Lapinha, uma das figuras mais emblemáticas da música lírica brasileira, cujo centenário de falecimento será completado em 2026. Este evento, que ocorre gratuitamente entre os dias 24 de julho e 1º de agosto, destaca artistas renomados em espaços culturais da cidade.

Joaquina Lapinha se destacou por ser a primeira cantora lírica brasileira a se apresentar na Europa e por ser a primeira mulher negra a brilhar no Teatro de São Carlos em Lisboa, durante o século XVIII. Nascida em Minas Gerais, sua trajetória se destaca em um contexto histórico repleto de desafios impostos pela escravidão e pelo racismo. Sua presença e resistência no mundo da música trazem influência até os dias atuais e merecem reverência no festival.

Programação Diversificada

A programação do festival inclui atrações variadas que prometem envolver o público. Um dos destaques é o concerto de abertura, a ser realizado no Teatro Paschoal Carlos Magno, onde o pianista Miguel Rossellini irá se apresentar com o Quinteto Macam, introduzindo obras de Mozart e Beethoven.

No dia 25 de julho, o Cine-Theatro Central receberá um tributo especial a Joaquina Lapinha, com a soprano mineira Núbia Eunice e a Metamorphosis Cia. de Arte Barroca. Este evento irá homenagear sua trajetória, relembrando composições de renomados artistas do Brasil colonial, como Marcos Portugal e José Maurício Nunes Garcia.

Outros concertos semanais incluem apresentações como a do Piano Duo Casara-Lemos, que busca um diálogo entre tradições musicais e a rica rítmica brasileira, e “Quattrocento”, que levará os ouvintes ao século 15, transportando-a através das sonoridades de instrumentos da época.

O festival também contará com a participação do Trio Madeira Brasil e da Camerata Lieto, envolvendo a plateia em uma busca de como as emoções foram traduzidas na corte do Rei Sol, além da Orquestra USP Filarmônica, que encerrará o evento com uma apresentação que une a música popular brasileira e clássica. Assim, o festival não só homenageia uma importante figura da música, mas também promove a rica diversidade musical do Brasil através dos séculos.


Com informações de Tribuna de Minas.

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