Zona da Mata

Flávio Bolsonaro defende urnas, mas não esclarece informações erradas

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) emitiu uma nota na última quarta-feira (22) afirmando que não questionou a integridade do sistema eleitoral brasileiro. Essa declaração surgiu após a polêmica gerada por um trecho de seu discurso durante um encontro com diplomatas em Brasília, no qual ele mencionou informações falsas sobre a origem das urnas eletrônicas no Brasil.

O comunicado de Flávio garantiu que sua fala foi mal interpretada, acrescentando que ele não colocou em dúvida o sistema de votação do País. O senador apenas aludiu a eventos públicos, como a reunião entre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e embaixadores que resultaram na inelegibilidade de Jair, além de um relatório da CIA sobre fraudes nas eleições da Venezuela.

Controvérsia sobre a origem das urnas

No entanto, o texto não esclarece a afirmação feita por Flávio de que as urnas eletrônicas brasileiras teriam a “mesma origem” da empresa venezuelana Smartmatic, contradizendo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A alegação, já desmentida pela Justiça Eleitoral, data de 2017. O TSE declarou que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas para o Brasil.

Em sua defesa, o TSE reiterou que os equipamentos utilizados no País foram desenvolvidos por sua equipe técnica e fabricados por empresas contratadas via licitação, sem qualquer envolvimento da Smartmatic. Na última reunião, o senador expressou preocupações sobre suspeitas de fraude nas urnas venezuelanas, ampliando a desinformação já combatida anteriormente.

A nota divulgada por Flávio é também assinada pelo senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha, e pela advogada Maria Claudia Bucchianeri. O comunicado manifesta total confiança no processo eleitoral brasileiro e sugere a ampliação das missões internacionais de observação eleitoral, alegando que a presença de observadores estrangeiros pode elevar a transparência e a confiança nas eleições.

Flávio Bolsonaro destacou que não tinha a intenção de questionar a legitimidade das eleições, mas reforçou a necessidade de um maior número de observadores internacionais para promover a segurança no processo. Representantes de diversas embaixadas, incluindo dos Estados Unidos e China, participaram do evento na última terça-feira (21).

Vale lembrar que Jair Bolsonaro, pai de Flávio, já foi considerado inelegível pelo TSE por disseminar desinformação sobre as urnas eletrônicas em encontros com embaixadores em 2022.


Com informações de Tribuna de Minas.

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