Hepatite A dispara em Juiz de Fora e cidade já concentra 70% dos casos de MG
Juiz de Fora vive um avanço acelerado dos casos de hepatite A em 2026. O município já soma 729 confirmações da doença e registrou 114 novos casos em apenas oito dias, segundo dados da Prefeitura.
O cenário chama atenção em todo o estado. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, a cidade concentra cerca de 70% dos casos de hepatite A em Minas Gerais neste ano, o que coloca Juiz de Fora como o principal foco da doença no estado.
Além do aumento expressivo, a Prefeitura também investiga a morte de uma mulher de 60 anos com suspeita da doença. Ela estava internada no Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus e morreu na madrugada de quinta-feira (30).
Crescimento de Hepatite A em Juiz de Fora supera últimos 10 anos
Os números de 2026 já ultrapassam todos os registros acumulados da última década. Em comparação com 2025, quando foram confirmados apenas 36 casos, o aumento chega a 1.925%.
A doença está espalhada por toda a cidade, mas com maior concentração nas regiões Central e Sul, áreas com maior circulação de pessoas, o que favorece a transmissão.
Vacinação ampliada para conter avanço
Diante do cenário, a Prefeitura ampliou o público-alvo da vacinação. Agora, além das crianças, também podem se vacinar:
gestantes
pessoas com doenças hepáticas
imunossuprimidos
usuários de PrEP
contatos domiciliares e sexuais de infectados
A estratégia busca interromper a cadeia de transmissão, que ocorre principalmente por via fecal-oral.
Quais são os sintomas da hepatite A?
A doença pode levar de 15 a 50 dias para apresentar sintomas, que costumam surgir de forma repentina. Os principais sinais são:
pele e olhos amarelados (icterícia)
urina escura e fezes claras
febre e dor abdominal
náuseas, vômitos e cansaço intenso
Ao perceber qualquer um desses sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde imediatamente.
Prefeitura intensifica ações na cidade
Para conter o avanço da doença, o município reforçou medidas de prevenção, como testagem, distribuição de hipoclorito de sódio, inspeções sanitárias e campanhas de orientação à população.
A recomendação segue sendo básica, mas essencial: manter a higiene das mãos, consumir água tratada e redobrar os cuidados com alimentos.