Zona da Mata

MPMG exige explicações da PJF sobre obras no Dom Bosco

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) estipulou um prazo de 30 dias para que a Secretaria de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular (Sedupp) da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) forneça informações sobre a interdição de residências e o andamento das obras de drenagem no Bairro Dom Bosco, situado na Zona Sul. A decisão foi publicada na quinta-feira (16), após o MPMG ter recebido denúncias de moradores sobre a remoção de famílias e a falta de clareza em relação às intervenções programadas para a região.

Ao acessar o ofício do MPMG, a Tribuna verificou que foram solicitados esclarecimentos detalhados acerca das vistorias realizadas pela Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil nas ruas Silvério da Silveira e José Claro Dia. O documento exige também o envio de laudos técnicos e informações sobre os benefícios destinados aos moradores afetados pelas interdições. O MPMG destacou a importância de entender as diretrizes sob as quais as abordagens às famílias foram realizadas e esclarecer o progresso das obras financiadas pelo PAC Periferia Viva.

Moradores levantam dúvidas sobre a situação

Foi a manifestação de moradores que motivou o MPMG a se manifestar. Relatos indicam que algumas residências foram interditadas em abril, após deslizamentos de terra decorrentes de chuvas fortes. A preocupação cresce na comunidade, pois muitos estão sendo orientados a deixar suas casas devido à instabilidade da área. Em resposta à Tribuna, a Prefeitura alegou anteriormente que os relatos sobre a Rua José Claro Dias eram infundados e que as obras estavam programadas para começar na primeira semana de agosto, sem necessidade de novas interdições.

No entanto, a Prefeitura não respondeu aos questionamentos sobre o número total de imóveis interditados, os critérios técnicos utilizados na avaliação, os benefícios concedidos às famílias afetadas e sua adesão ao Programa Compra Assistida, criado para amparar aqueles que perderam suas moradias. Após o ofício do MPMG, a Prefeitura não se manifestou sobre as denúncias nem confirmou o recebimento do documento.

Moradores têm expressado insegurança sobre sua continuidade nas casas e a falta de acesso a laudos das vistorias feitas, além do acompanhamento para adesão ao programa assistencial. A insatisfação é palpável, especialmente após promessas da Prefeitura para resolver a situação antes do fim do ano.

Depois da criação do coletivo Resiste Dom Bosco, formado para buscar soluções e chamar a atenção das autoridades, moradores se reuniram com vereadores que garantiram que não haveria desocupação. A vereadora Cida Oliveira destacou a importância de um diálogo contínuo com a comunidade, ressaltando a necessidade de reuniões que considerem suas especificidades e preocupações.


Com informações de Tribuna de Minas.

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