Tribuna de Minas

Reconstrução: PJF contrata projeto para contenção na Curva da Miséria, que segue interditada

Curva da Miséria, entre os bairros Fábrica e o Cerâmica, segue interditada (foto: Leonardo Costa)
A prefeita Margarida Salomão (PT) assinou, nesta segunda-feira (27), o contrato para o projeto da obra “de grande contenção”  e reconstrução na Avenida Olavo Bilac, no local conhecido como Curva da Miséria, no Bairro Cerâmica, Zona Norte de Juiz de Fora. O anúncio foi feito durante a divulgação nas redes sociais de um vídeo, gravado antes de a chefe do Executivo viajar para Brasília, onde busca assegurar a liberação de recursos para sanar este e outros problemas estruturais causados pelas intensas chuvas de fevereiro. Na oportunidade, Margarida ressaltou que está garantindo ajuda tributária para os comerciantes daquela área, com o perdão dos tributos neste ano, já que a interdição na via permanece.
“As pessoas podem dizer: Margarida, abre, abre só um cadinho (a via). Não dá para abrir, gente, aí é uma questão de risco de vida. Vamos fazer uma grande contenção aqui, que foi recomendada por todos os técnicos que estiveram neste lugar. Mandamos várias pessoas, muito qualificadas, e todas indicaram o mesmo que a Defesa Civil indicou: a interdição completa deste lugar.”
Segundo a prefeita, o projeto de contenção vai ser executado em duas etapas. A primeira, para gerar efeitos imediatos de mitigação e permitir que uma passagem seja reaberta à circulação o mais breve possível. Já a segunda parte da proposta prevê uma solução definitiva para a encosta.
“Estou aqui neste grande deslizamento que aconteceu no Bairro Cerâmica e que levou à interdição da Avenida Olavo Bilac, nesta área também conhecida como Curva da Miséria”, detalhou Margarida, considerando esta uma das interdições “mais problemáticas” hoje em Juiz de Fora: “Tanto por conta da sua repercussão na mobilidade, como também por conta do impacto econômico nos estabelecimentos comerciais deste lugar, que estão com a vida econômica muito comprometida.”
A Lei 15.383, de 23 de abril de 2026, autoriza o Poder Executivo a instituir medidas tributárias e tarifárias excepcionais no município de Juiz de Fora destinadas à mitigação dos impactos socioeconômicos decorrentes das fortes chuvas ocorridas em fevereiro de 2026. O projeto de lei, aprovado pela Câmara Municipal, foi publicado na última sexta. Entre as cláusulas, está a remissão total ou parcial dos débitos de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano IPTU) relativos ao exercício de 2026 para imóveis atingidos direta ou indiretamente pelos eventos climáticos, como imóveis com dano estrutural; interditados; com uso comprometido; ou situados em áreas de risco ou áreas severamente atingidas, conforme mapeamento técnico da Defesa Civil.
A lei ainda estabelece aos contribuintes afetados pelos eventos climáticos tratamentos tributários excepcionais relativos ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN); ao Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI); além de benefícios relacionados aos serviços prestados pela Cesama, como suspensão da cobrança, enquanto perdurar a interdição.
Outras obras de reconstrução
Também por meio das redes sociais, a prefeita Margarida Salomão falou, nesta segunda, sobre o andamento de outras obras de reconstrução em Juiz de Fora. Segundo a Administração, foram assinados nesta data anteprojetos e contratos para intervenções variadas, principalmente relativas a contenções nos seguintes locais, além da Curva da Miséria: Morro do Cristo, Rua Nicolau Capelli (Cerâmica), Parque Burnier (Zona Sudeste), Jardim Natal (Zona Norte), Três Moinhos (Zona Leste) e Bom Clima (região Nordeste).
Margarida lembrou que, na última sexta-feira (24), assinou o projeto da Estrada Engenheiro Gentil Forn. “Ao todo, foram liberados, na quinta-feira (23), R$ 15 milhões para fazer esses contratos. Já estamos, da forma mais célere que nós podemos, contratando autoridades muito qualificadas para que essas regiões, tão sacrificadas com as chuvas de fevereiro, tenham uma solução definitiva para os seus problemas, do ponto de vista geológico das suas encostas. Vamos avançando, com muita luta e muito trabalho, mas, certamente, vamos resolver todos esses problemas”, garantiu a prefeita.
Na sexta, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) divulgou o laudo da Defesa Civil sobre a situação do Morro do Cristo. Com base nas análises técnicas realizadas pelo geólogo Luiz Wallace, “não é possível realizar a desinterdição dos imóveis localizados no sopé do Morro do Cristo”, diante do “cenário de grande instabilidade de diversos blocos rochosos e porções de solo, os quais já apresentam feições de instabilidades diversas com risco muito alto de deflagração de novos movimentos de massa”.
Por isso, são necessárias obras emergenciais para mitigação dos riscos geológicos remanescentes, considerados muito altos. De acordo com a PJF, o anteprojeto das intervenções no local conta com um “conjunto de intervenções mitigatórias que possam permitir o retorno das pessoas às suas residências no prazo mais breve possível”.
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