Revitalização do Centro Histórico de Juiz de Fora segue firme

No município de Juiz de Fora, a oportunidade de revitalizar o Centro Histórico continua, apesar da suspensão temporária de dois projetos que seriam financiados pelo BNDES. A prefeita Margarida Salomão (PT) anunciou que as iniciativas da Quinta Adutora e da requalificação das margens do Rio Paraibuna não avançarão neste momento. Contudo, isso não interferirá no plano de recuperação do Centro Histórico, que integra um conjunto de investimentos previstos até 2025.
O plano de revitalização do Centro Histórico, que recebeu a aprovação para operação de crédito de R$ 210 milhões junto ao BNDES, será mantido. Embora tenha havido um ajuste financeiro—com esse valor sendo R$ 10 milhões a menos do que o originalmente anunciado—o projeto continua na lista de prioridades da gestão municipal. A obra poderá começar após a autorização da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o que, segundo a Prefeitura, ainda não possui um prazo definido.
Detalhes dos Investimentos e Objetivos
Além da revitalização do Centro Histórico, a prefeita informou a abertura de um novo financiamento com a Caixa Econômica Federal para obras emergenciais na Rua Gentil Forn, que foram danificadas devido às chuvas, num total de quase R$ 91 milhões. O projeto prevê não apenas a recuperação arquitetônica do Centro, mas também a construção de novos espaços públicos, a reestruturação de vias importantes como a Avenida Getúlio Vargas e a criação de áreas de convivência.
Os R$ 210 milhões aprovados para a revitalização serão divididos entre duas linhas de financiamento do BNDES: R$ 54 milhões do Fundo Clima e R$ 156 milhões do BNDES Finem. A intenção é qualificar o espaço urbano, melhorando acessibilidade e infraestrutura, e implementando soluções de adaptação climática como telhados verdes e uso de pisos permeáveis.
As melhorias propostas no projeto buscam mitigar efeitos de calor extremo, prevenir alagamentos, e também aumentar a vegetação na área central. Com foco na mobilidade e acessibilidade, além da valorização do patrimônio cultural, espera-se também um aumento no fluxo de visitantes e dinamização da economia local. A Prefeitura ainda não se pronunciou sobre os outros projetos que estavam incluídos na linha de crédito com o BNDES.
Com informações de Tribuna de Minas.


