Trabalhadores de Juiz de Fora, Matias Barbosa e Ubá têm repasse do FGTS suspenso temporariamente

Empresas de Juiz de Fora, Matias Barbosa e Ubá, cidades da Zona da Mata atingidas pelas chuvas, foram autorizadas a adiar os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A medida, prevista na Portaria nº 777/2026 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (5), suspende temporariamente a exigência dos recolhimentos a fim de aliviar o caixa das empregadoras, ao mesmo tempo em que restringe o acesso imediato dos trabalhadores aos valores.
Juiz de Fora e Ubá decretaram estado de calamidade pública, enquanto Matias Barbosa teve a situação de emergência reconhecida. Em decorrência dos fatos, as empresas localizadas nas três cidades foram autorizadas a suspender os depósitos referentes às competências de abril a julho deste ano. A medida desobriga o recolhimento imediato nesse período, sem implicar anistia dos valores, que continuam devidos aos trabalhadores. Os montantes poderão ser quitados posteriormente, em até seis parcelas, com início em 19 de novembro deste ano e vencimentos mensais subsequentes.
O economista Bruno Dore explica que a portaria funciona como um alívio para que as empresas tenham tempo de se recuperar e, quando voltarem a ter receita e faturamento, consigam realizar os pagamentos. “Aqui, em Juiz de Fora, não há tantas empresas afetadas, mas uma cidade como Matias Barbosa, onde muitas empresas foram atingidas, muito comércio, muitos estabelecimentos, já enfrenta um gasto muito grande com a reposição de máquinas e equipamentos, além da realização de limpezas, após dias sem faturamento e sem vendas”, ele explica.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços em Recursos Humanos, de trabalho Temporário, de mão de obra especializada e não especializada, de Asseio, Conservação, Limpeza Urbana e Áreas Verdes de Juiz de Fora e Região (Sinteac), Sérgio Félix, a medida aparece em um bom momento. “Muitos empresários perderam todos os seus negócios e estão lutando para seguir, e isso é um trabalho conjunto entre entidades patronais e entidades laborais, para que seja mantido o emprego e para que a cidade possa voltar a se desenvolver e ter o crescimento que todos nós esperamos”, destaca.
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