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31% dos brasileiros não têm reserva financeira e enfrentam dificuldade para lidar com imprevistos

No fim de 2025, cerca de 31% dos brasileiros adultos não possuíam qualquer tipo de reserva financeira, segundo a 9ª edição da pesquisa Raio X do Investidor Brasileiro, realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, em parceria com o Datafolha. O levantamento foi feito em todas as regiões do país com pessoas a partir de 16 anos, incluindo economicamente ativas, aposentadas e sem renda, e aponta um cenário de vulnerabilidade marcado por dificuldade de poupança e baixa capacidade de enfrentar imprevistos.
Mesmo entre os 69% que afirmam possuir alguma economia, o nível de segurança financeira é restrito. De acordo com o levantamento, 10% dos entrevistados têm recursos suficientes para apenas uma semana e outros 10% para até um mês. Somados aos que não possuem nenhuma reserva, esses grupos representam 51% da população com pouca ou nenhuma proteção financeira imediata.
Maioria não consegue sustentar despesas por longo período
A duração das reservas reforça o cenário de vulnerabilidade. Entre os brasileiros que possuem algum valor guardado, 43% afirmam que conseguiriam manter seus gastos por, no máximo, seis meses. Apenas 15% têm recursos suficientes para um período entre seis meses e um ano, enquanto 6% acumulam reservas entre um e dois anos e apenas 3% conseguem manter valores por mais de cinco anos.
Os dados indicam que somente 24% da população dispõe de uma reserva considerada mais sólida, capaz de sustentar despesas por mais de seis meses. Esse quadro ajuda a explicar a dificuldade das famílias em lidar com situações como perda de renda, emergências de saúde ou aumento do custo de vida.
Investimentos, informação e novos hábitos financeiros
A pesquisa também aponta que 36% da população mantém algum tipo de investimento financeiro, o equivalente a mais de 60 milhões de pessoas, número que cresceu nos últimos anos, apesar de leve recuo em relação a 2024. Ainda assim, a maioria permanece fora desse universo.
Entre os investidores, cresce o uso de canais digitais para buscar informação, com destaque para plataformas como YouTube e Instagram. O uso de ferramentas de inteligência artificial também começa a ganhar espaço, especialmente entre os mais jovens e de maior renda.
Ao mesmo tempo, o levantamento chama atenção para mudanças no comportamento financeiro. A participação em apostas online avançou e já atinge 17% da população, muitas vezes associada à tentativa de obter renda rápida, em um contexto em que grande parte dos brasileiros ainda enfrenta dificuldades para construir uma reserva mínima de segurança.
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