Maio intensifica campanha contra o câncer de ovário
Maio é o mês de conscientização sobre o câncer de ovário, uma doença considerada silenciosa e que ainda representa um desafio para a saúde pública. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 7.300 novos casos por ano entre 2026 e 2028.
O tumor é o segundo tipo de câncer ginecológico mais comum no país, ficando atrás apenas do câncer do colo do útero, e é mais frequente em mulheres acima dos 50 anos.
Doença costuma não apresentar sintomas no início
Um dos principais problemas no combate ao câncer de ovário é a dificuldade no diagnóstico precoce. Nos estágios iniciais, a doença geralmente não apresenta sintomas claros. Quando surgem, os sinais são sutis e podem ser confundidos com outras condições.
Entre os sintomas mais comuns estão inchaço abdominal, dores na região pélvica, alterações intestinais, fadiga, perda de peso sem causa aparente e aumento da frequência urinária.
Fatores de risco e tipos da doença
Embora não exista uma causa única definida, alguns fatores podem aumentar o risco, como idade avançada, histórico familiar, mutações genéticas (como BRCA1 e BRCA2), obesidade, sedentarismo e endometriose.
A maioria dos casos, cerca de 95%, tem origem nas células epiteliais que revestem o ovário. Outros tipos, mais raros, surgem a partir de células germinativas ou do tecido estromal.
Tratamento depende do estágio
O tratamento varia conforme o estágio da doença e pode incluir cirurgia e quimioterapia. Segundo especialistas, quando o diagnóstico é feito precocemente, as chances de cura aumentam significativamente.
No entanto, ainda não existe um exame específico para rastreamento da doença, como ocorre com outros tipos de câncer, o que reforça a importância da atenção aos sinais e do acompanhamento médico regular.
Diante desse cenário, campanhas como o Maio de conscientização sobre o câncer de ovário buscam alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce.
Especialistas reforçam que qualquer sintoma persistente deve ser investigado o quanto antes, aumentando as chances de tratamento eficaz e preservação da qualidade de vida.