Juiz de Fora

Operação Quione ataca o Comando Vermelho na Zona da Mata MG

Na manhã desta quarta-feira (9), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da Zona da Mata, deu início à Operação Quione. A maior intenção dessa operação é desmantelar uma rede criminosa interestadual vinculada ao Comando Vermelho.

A operação conta com a colaboração da Polícia Militar de Minas Gerais e diversas unidades de suporte, incluindo a Rocca, Rotam, Grupo Especializado em Recobrimento (GER) e o Batalhão de Choque. As investigações indicam que a organização atua em municípios como Leopoldina, Recreio, Argirita, Cataguases e Além Paraíba, além de ter ramificações no estado do Rio de Janeiro.

Crimes e controle territorial

De acordo com o MPMG, esta facção criminosa está sob investigação por atividades de tráfico de drogas, posse ilegal de armas e homicídios. Relatórios sugerem que o grupo implementava um controle rígido sobre diversas comunidades, utilizando violência e ameaças para impor regras de convivência aos moradores.

Os investigadores apontam que membros da facção teriam a função de punir aqueles que não seguiam as normas estabelecidas pela organização. As apurações revelam, ainda, práticas violentas como torturas, espancamentos e ameaças direcionadas a adversários. Foi identificado também que integrantes do grupo monitoravam policiais e planejaram ações potencialmente letais contra um deles.

A Operação Quione está cumprindo um total de 70 mandados judiciais, sendo 27 de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão, nas cidades de Leopoldina, Recreio, Juiz de Fora e no Rio de Janeiro.

Até o momento, as investigações já resultaram na apreensão de mais de cinco mil porções de drogas, quatro fuzis, além de diversos carregadores de armas. Aproximadamente 150 policiais militares, sete promotores de Justiça e servidores do MPMG estão mobilizados para a operação, com suporte do Gaeco e do Centro de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). As investigações continuam para desarticular completamente a organização criminosa.


Com informações de Folha JF.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo