Zona da Mata

Mudanças no Programa Curumim geram temor em famílias e funcionários

O futuro do programa Curumim, que assiste crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, está incerto em Juiz de Fora e Santa Luzia. Após denúncias do possível fechamento do Curumim de Santa Luzia e de sete unidades na região, funcionários e famílias expressaram preocupação nas redes sociais e em reuniões da Câmara Municipal.

No dia 6 de novembro, durante uma reunião com os vereadores, foram solicitadas audiências públicas para discutir os novos rumos do programa, que já existe há mais de três décadas. A secretária de Assistência Social, Malu Salim Miranda Machado, confirmou que haverá um reordenamento do Sistema Curumim, que deixará de ser gerido pela Associação Municipal de Apoio Comunitário (Amac). Com isso, os trabalhadores vinculados ao projeto serão dispensados.

Nova gestão em andamento

A Prefeitura de Juiz de Fora garantiu que o atendimento nas unidades manterá sua continuidade, embora haverá mudanças na execução dos serviços, seguindo diretrizes do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Serão feitos novos chamamentos públicos para a seleção das organizações que irão implementar o novo modelo, com um período de transição de 90 dias. No entanto, a Prefeitura não revelou quantos usuários e colaboradores serão afetados.

Atualmente, o Programa Curumim atende mais de mil crianças e adolescentes em várias regiões da cidade. A superintendência da Amac anunciou que estava ciente do fim da parceria e assegurou que todos os direitos dos trabalhadores e fornecedores seriam respeitados neste processo.

Vereadores expressaram sua preocupação durante a reunião. Desde a denúncia do possível fechamento, muitos pais de alunos relatam medo e incerteza em relação às novas diretrizes. A situação alarmou os representantes da Câmara, onde o vereador Negro Bússola ressaltou a necessidade de uma comunicação mais empática com as famílias atendidas. Acredita-se que a interrupção do suporte poderá deixar as crianças vulneráveis sem assistência.

A professora de um dos centros de convivência opinou sobre a fragilidade da nova proposta, que se pretende implementar, afirmando que o número de atendimentos poderá ser drasticamente reduzido e não haverá mais a oferta regular de refeições às crianças, o que representa um retrocesso significativo nos cuidados prestados.

As autoridades locais, juntamente com membros da comunidade, permanecem em busca de soluções para que esses serviços continuem a beneficiar as crianças e jovens que, muitas vezes, dependem desse apoio para uma alimentação e atividades diárias adequadas. A situação do Curumim, portanto, continua a ser uma preocupação fulcral para todos os envolvidos.


Com informações de Tribuna de Minas.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo