Dólar atinge R$ 5,11; Ibovespa encerra em leve queda

Na última sexta-feira, 17, o dólar registrou uma leve alta em relação ao real, fechando a R$ 5,111, com um incremento de 0,24%. O crescimento da moeda americana foi impulsionado pela escalada de tensões no Oriente Médio, afetando o comportamento dos investidores, que demonstraram aversão ao risco. O Ibovespa, por sua vez, quebrou uma sequência de três semanas de altas, encerrando o dia com uma queda de 0,06%, aos 173.714,08 pontos.
Ao longo do dia, o dólar chegou a alcançar um pico de R$ 5,133, mas perdeu força ainda na parte da tarde, contrariando o movimento de outras moedas emergentes. Neste contexto, as cotações do petróleo também influenciaram o mercado brasileiro, já que o preços do petróleo Brent subiram quase 5%. Essa valorização amenizou as perdas do real, apoiando levemente as ações da Petrobras.
Mercados reagindo à instabilidade global
No mercado de ações, o desempenho do Ibovespa foi impactado por ações do setor de consumo, que lideraram as baixas no dia, enquanto os papéis da Petrobras se destacaram com a alta do petróleo. De forma geral, o índice teve seu desempenho pior diante da pressão de juros futuros e da desaceleração da economia brasileira, conforme mostrado pelo IBC-Br.
Além disso, o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos também fez parte das preocupações dos investidores, embora tenham ficado em segundo plano no dia. Globalmente, o pessimismo com empresas de tecnologia, especialmente ligadas à inteligência artificial, pressionou os mercados, resultando em um movimento de migração para ativos mais seguros.
No que diz respeito ao mercado de petróleo, as cotações registraram um salto significativo após a intensificação dos confrontos entre os Estados Unidos e o Irã. O barril do tipo Brent fechou a US$ 88,10, com um aumento de 4,59%, enquanto o WTI teve uma alta de 4,48%, batendo US$ 82,49.
Com essa movimentação, especialistas notam que o aumento nos preços da energia pode trazer novos desafios tanto para a inflação global quanto para as políticas monetárias ao redor do mundo.
Com informações de Agência Brasil.
