Zona da Mata

Lula afirma que Brasil está pronto contra interferências externas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou em entrevista aos podcasts Meteoro Brasil e Os 3 Elementos que o Brasil está “preparado” para lidar com tentativas de interferência estrangeira nas próximas eleições presidenciais. A afirmação veio logo após a equipe governamental acusar os Estados Unidos de tentativas de ingerências no processo eleitoral brasileiro.

“O Brasil não só está preparado, como enfrentará qualquer pessoa de fora que tente interferir no nosso processo eleitoral”, enfatizou Lula durante a conversa. A temática da interferência ganhou destaque após o governo brasileiro revogar o visto da embaixadora Maria Luiza Viotti, uma medida que Lula se referiu como “irresponsável e impensada”.

Críticas à postura dos Estados Unidos

O presidente repudiou a ideia de reciprocidade apresentada pelos americanos, observando que desde a entrada de Trump na presidência, os EUA não deram importância à sua embaixada em Brasília. “Os Estados Unidos não se preocuparam em mandar um novo embaixador desde que Trump assumiu. Agora, tentam fazer essa pressão, e acham que devemos aceitá-la sem questionamentos? Isso não é correto”, disse Lula.

As relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos estão tensas, especialmente após a indicação do diplomata Daniel Perez para chefiar a diplomacia americana no Brasil, o que seria um entrave devido à negativa do governo sobre a autorização. Lula justificou a sua decisão de não receber novos embaixadores até depois das eleições, refletindo sua preocupação com a integridade do processo eleitoral.

Sobre a negativa de vistos a dois funcionários do Departamento de Estado que estavam sendo esperados para supostamente fiscalizar as urnas, Lula elogiou a postura do Itamaraty. Ele afirmou que se manifestou a favor da recusa de entrada dos dois, dados os indícios de que pretendiam se intrometer nas eleições. “O Itamaraty, corretamente, negou o visto”, complementou.

Lula também relembrou conversas amistosas que teve com Trump, mas destacou que este não liberou o visto para autoridades brasileiras que estavam sob sanção. Ao concluir suas declarações sobre as eventuais interferências, ele ironizou o sistema eleitoral dos EUA e sugeriu que, ao invés de questionarem as práticas brasileiras, os americanos deveriam aprender com o Brasil sobre como modernizar as eleições. “Se os americanos quisessem, poderiam trazer suas urnas para fazer uma eleição eletrônica. Nós estamos à frente nesse sentido”, finalizou.


Com informações de Tribuna de Minas.

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