Servidores da Saúde em Minas anunciam greve e protestam

Na última terça-feira (25), servidores da Saúde de Minas Gerais realizaram um ato público com um indicativo de greve por tempo indeterminado. A mobilização ocorreu em diversas localidades, incluindo, significativamente, a Cidade Administrativa de Belo Horizonte e unidades em todo o estado, como em Juiz de Fora.
Em Juiz de Fora, trabalhadores da Superintendência Regional de Saúde se concentraram no Palácio da Saúde, apoiando as reivindicações que se refletem em um movimento estadual. Participam da mobilização profissionais da Secretaria de Estado de Saúde, da rede hospitalar, bem como servidores do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg).
Reivindicações por direitos e equalização salarial
Dentre as principais reclamações, destacam-se o pedido de reajuste da ajuda de custo e a recomposição das perdas salariais. Os servidores exigem também uma aplicação equitativa de critérios de isonomia entre os diversos setores da administração estadual. A insatisfação se intensificou após o governo estadual efetuar reajustes em benefícios de outras categorias, deixando os trabalhadores da Saúde em situação desfavorável.
O movimento é apoiado por várias instituições, como o Sind-Saúde/MG, o Sindicato dos Servidores do Ipsemg (Sisipsemg), e outras associações do setor. Os representantes alegam que a definição do indicativo de greve permanecerá até que o Governo de Minas ofereça uma resposta clara sobre as reivindicações apresentado.
Em Juiz de Fora, Reuzymar Marques Carneiro Leão, representante da Associação para os Servidores da Saúde, destacou a importância da unidade entre os trabalhadores para a luta por melhores condições. “Estamos aqui para mostrar que estamos unidos na busca por reivindicações justas e pela valorização da nossa categoria”, afirmou.
A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, em nota, reafirmou que mantém um diálogo constante com os sindicatos da Saúde, garantindo que todas as reuniões solicitadas foram devidamente agendadas e realizadas. A Seplag também declarou que está avaliando as demandas de forma responsável e transparente, em conformidade com as condições financeiras e legais atuais.
As entidades se mantêm mobilizadas, e a possibilidade de uma greve se tornará mais concreta se não houver um acordo satisfatório com o governo nos próximos dias.
Com informações de Folha JF.


